Campinas e a Nova Ciclovia
A região de Campinas, em São Paulo, está prestes a receber uma das mais impressionantes ciclovias do estado. Com uma extensão de 25 quilômetros, o novo trajeto, que faz parte da concessão da Rota Mogiana, irá superar estruturas já renomadas, como a Marginal Pinheiros e a ciclovia da orla de Praia Grande.
Com esse tamanho, a ciclovia já se destaca como uma das mais extensas do Brasil, ultrapassando os 22,2 km da Marginal Pinheiros, na capital paulista, e os cerca de 22,5 km da ciclovia de Praia Grande, que é atualmente a maior do país em trecho contínuo à beira-mar.
Investimento e Infraestrutura
O projeto contará com um investimento estimado em R$ 30 milhões e prevê uma infraestrutura completa, incluindo sinalização adequada e ambientes voltados para a segurança e o conforto dos ciclistas. A inclusão da ciclovia no contrato de concessão é o resultado de solicitações feitas por moradores, ciclistas e gestores públicos durante audiências e consultas públicas.
Essa ciclovia é considerada uma peça-chave dentro da concessão, especialmente por seu potencial de estimular o turismo na região. Seu traçado passará por cidades com grande apelo turístico, prometendo ampliar o fluxo de visitantes e impactar diretamente setores como hotelaria, gastronomia e comércio local. Um exemplo notável é Holambra, famosa em todo o Brasil pela sua atmosfera europeia, produção de flores e eventos do setor.
Integração e Modernização Viária
O projeto faz parte de um plano mais abrangente de modernização das vias. A concessão da Rota Mogiana, leiloada em fevereiro na B3, foi adquirida por um consórcio liderado pela Azevedo e Travassos, com uma outorga de R$ 1,08 bilhão. O contrato prevê 30 anos de operação e investimentos que chegam a cerca de R$ 9,4 bilhões.
Em termos de infraestrutura, o plano abrange aproximadamente 520 quilômetros de rodovias, com melhorias que incluem duplicações, criação de faixas adicionais, vias marginais, passarelas e novos acessos. A expectativa do governo estadual é que essas intervenções melhorem a segurança nas estradas, aumentem a capacidade das vias e resultem em tarifas reduzidas nas praças de pedágio, seguindo um modelo de padronização por quilômetro rodado.
Impacto Econômico e Social
Além de beneficiar a mobilidade, o impacto econômico da concessão é significativo. Estima-se que o projeto irá criar em torno de 11 mil empregos diretos e indiretos, beneficiando cerca de 2,3 milhões de pessoas em 22 municípios, e fortalecendo a integração entre a Região Metropolitana de Campinas, o eixo de Ribeirão Preto e áreas próximas à divisa com Minas Gerais.
Essa iniciativa faz parte do programa estadual SP pra Toda Obra, que, com um investimento total de R$ 30,5 bilhões, abrange mais de 21 mil quilômetros de rodovias, configurando-se como o maior pacote de infraestrutura viária da história do estado de São Paulo.

