Prefeitura veta caminhada do PT na Avenida Paulista
A prefeitura de são paulo anunciou que não autorizará a caminhada organizada pelo PT com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad na Avenida Paulista, marcada para este sábado (3), um dia antes do primeiro turno das eleições. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) argumenta que a via deve permanecer livre de eventos tanto no sábado quanto no domingo (4), para garantir a circulação e a organização do pleito eleitoral.
Segundo reportagem do Metrópoles, o pedido do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) utilizado pela Prefeitura como justificativa menciona a liberação integral da avenida apenas nos domingos de votação, não contemplando os sábados. A eleição está marcada para domingo, 4 de outubro, com eventual segundo turno previsto para 25 de outubro, conforme o calendário oficial do TRE-SP.
Restrição visa garantir logística eleitoral
A administração municipal informou que nenhum evento poderá ocorrer na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro, assim como nos dias 24 e 25 em caso de segundo turno. Também foi vetada a instalação de palco e carreta de som na via. A Subprefeitura da Sé justificou que a ampliação da restrição busca evitar obstruções ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores durante os dias de votação e suas vésperas.
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Apesar dessa posição, o TRE-SP teria solicitado que a Paulista ficasse livre de eventos apenas nos domingos de votação, conforme mencionado no Diário Oficial. O primeiro turno das eleições gerais de 2026 ocorrerá no dia 4 de outubro, com votação entre 8h e 17h.
PT afirma ter autorização para ato na Paulista
O PT, por sua vez, afirma que representantes do partido participaram de reunião com a Subprefeitura da Sé e que uma ata foi assinada autorizando o uso da Avenida Paulista para a caminhada no sábado. O ato está previsto para iniciar às 10h, na esquina da Paulista com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, e seguirá pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, onde haverá palco e carro de som. A programação inclui a participação de Lula e Haddad.
Essa controvérsia ocorre na reta final da campanha eleitoral. Ricardo Nunes mantém alinhamento político com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, segundo o Metrópoles.
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Proibição também alcança ato durante apuração
Além da caminhada, a Prefeitura rejeitou outro pedido do PT para realizar um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), localizado na Avenida Paulista, durante a apuração dos votos do primeiro turno. A decisão intensifica a disputa entre a administração municipal e o partido sobre o uso de um dos principais espaços públicos da capital na fase final da campanha.

