Movimento Cultural e Social
A Cavalgada da Vila Cedere I, um evento que se tornou uma tradição, mais uma vez trouxe amazonas, cavaleiros e centenas de moradores para um grande encontro cultural. Este evento, que já faz parte do calendário da comunidade, não atrai apenas participantes da vila, mas também de cidades vizinhas, fortalecendo os laços comunitários e promovendo a valorização das tradições do campo.
Com o apoio da Prefeitura Municipal de Parauapebas, a cavalgada se consolida como uma importante plataforma de integração social. Para Fábio Moreira Alves, um dos organizadores, a força da festa reflete seu reconhecimento e aceitação.
“Hoje estamos aqui com esta belíssima cavalgada, uma ação conjunta da comunidade Cedere e da Prefeitura de Parauapebas. Este evento movimenta muito a economia local. Temos até pessoas de Marabá, que vieram porque ouviram ótimos comentários sobre a cavalgada. Isso demonstra que nosso trabalho de divulgação foi eficaz. Quero agradecer aos patrocinadores e a todos que estão presentes”, comentou Fábio.
Importância do Evento
O prefeito Aurélio Goiano, que também estava presente, destacou o significado da cavalgada como um marco de tradição e um espaço de aproximação entre o poder público e a comunidade. “O Cedere já é praticamente uma cidade. Mesmo enfrentando dificuldades orçamentárias, conseguimos implementar ações importantes, que vão do produtor rural até a vila, garantindo mais qualidade de vida para a população. A cavalgada e o rodeio são parte dessa tradição, e a prefeitura tem se esforçado para estreitar laços com a comunidade. No próximo ano, vamos ampliar nosso apoio com mais ações e investimentos”, afirmou o prefeito.
Cuidado com os Animais e Respeito à Tradição
A participação ativa das comitivas também destaca o compromisso com os animais e o respeito pelas tradições. Rosana Ferreira dos Santos Alves, integrante da Comitiva dos Boiadeiros, compartilhou seu ponto de vista. “Participamos porque valorizamos essa tradição. É fundamental cuidar dos animais. Chegar com um animal maltratado é desrespeitoso. O ideal é trazê-los bem cuidados, para mostrar respeito”, enfatizou.
Patrick Henrique, que representa a Comitiva Chão Goiano, também refletiu sobre o valor cultural do evento. “Para mim, isso é tradição. Montar no cavalo e participar vai além de um passatempo. O cuidado começa em casa, desde o banho do cavalo, para que ele esteja bonito e atraia o público, despertando o interesse de outras pessoas em preservar essa tradição”, explicou Patrick.
Herdando a Tradição
A cavalgada não é apenas um evento, mas também uma memória viva que emociona quem percorre longas distâncias para participar. Valdeir Gonçalves de Paiva, da Comitiva Pantanal, que vem de Canaã dos Carajás, reforçou essa ideia. “Este é o segundo ano que participamos, convidados pelo meu amigo Fábio. Não é fácil se deslocar, mas viemos porque valorizamos a tradição. O importante é manter essa herança viva. Minhas netas também cavalgam com a gente, e essa tradição precisa continuar”, afirmou Valdeir.
Mais do que uma celebração, a Cavalgada da Vila Cedere I se reafirma como um símbolo de identidade cultural, união comunitária e valorização das raízes do campo, consolidando seu papel social e econômico para Parauapebas e toda a região.

