Análise do Ano Difícil para o time Masculino
O ano de 2025 para a Ferroviária, especialmente para o time masculino, foi marcado por um sentimento de frustração. A equipe não conseguiu garantir o acesso ao Paulistão e ainda sofreu um doloroso rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro, retornando a essa divisão após três décadas. Sob a liderança de Júnior Rocha, que foi mantido no cargo após a conquista do acesso à Série B em 2024, a Locomotiva começou a Série A2 com um desempenho irregular, chegando a ficar fora da zona de classificação. A situação se tornou insustentável após cinco partidas sem vitórias, levando à troca no comando técnico, com o retorno de Vinícius Bergantin.
A Ferroviária chegou às quartas de final da Série A2, onde enfrentou o Ituano. Mesmo após vencer o primeiro jogo por 2 a 0, a equipe foi surpreendida no segundo jogo, que terminou em 3 a 1 a favor do Ituano. Nos pênaltis, a Ferroviária foi eliminada novamente, por 3 a 2, marcando sua segunda saída consecutiva nas quartas de final da competição. O desempenho da equipe na fase estadual foi de sete vitórias, quatro empates e seis derrotas, resultando em 26 gols marcados e 22 sofridos.
Transições e Novas Esperanças
Visando a Série B, a Ferroviária passou por mudanças significativas, incluindo a contratação do goleiro Dênis Júnior, que se destacou na competição. Além disso, o retorno do artilheiro Carlão, que terminou o torneio com 13 gols, trouxe esperanças. No início da Série B, a equipe se mostrou competitiva, alcançando posições entre os oito primeiros na terceira rodada, com uma defesa sólida e um ataque eficiente.
No entanto, a irregularidade foi uma constante. A equipe chegou a passar as últimas três rodadas do primeiro turno na zona de rebaixamento, levando à pressão sobre Vinícius Bergantin, que não conseguiu manter a estabilidade. Depois de uma breve recuperação, a segunda parte do campeonato trouxe mais oscilações, resultando na demissão de Bergantin e na contratação de Claudinei Oliveira. Infelizmente, o novo técnico não conseguiu mudar o cenário, apresentando um desempenho ruim com apenas uma vitória em nove jogos.
Desfecho e Números do Time Masculino
A Ferroviária não conseguiu escapar da situação e acabou terminando a Série B em 17ª posição, com 40 pontos. O retrospecto final foi de 55 jogos, com 15 vitórias, 20 empates e 20 derrotas, além de 69 gols marcados e 74 sofridos. O clube enfrentou um período conturbado, com a saída do presidente da SAF, Filippo Bertolucci, e a indefinição sobre a nova presidência. O comando técnico agora ficará a cargo de Rogério Correâ, ex-técnico do Volta Redonda.
O Ano das Guerreiras: Um Quase Triunfo
Já em relação às Guerreiras Grenás, 2025 foi um ano de quase sucesso. Sob o comando de Jéssica de Lima, a equipe teve um início promissor, liderando o Brasileirão durante grande parte da primeira fase. No entanto, a oscilação de desempenho levou à sua demissão antes da fase decisiva. Léo Mendes, que já havia feito história no clube ao vencer a Libertadores em 2015, retornou ao comando da equipe.
Na Copa do Brasil, as Guerreiras fizeram uma campanha impressionante, alcançando a final contra o Palmeiras, mas acabaram ficando com o vice-campeonato. A competição mais importante do ano, a Libertadores Feminina, também apresentou desafios. Apesar de um bom desempenho na fase de grupos, as Guerreiras foram eliminadas nas semifinais pelo Corinthians, em um jogo acirrado que terminou em decisão por pênaltis.
Desempenho da Ferroviária Feminina em Números
O balanço da temporada para o time feminino foi notável, com um total de 44 jogos, sendo 22 vitórias, 13 empates e 9 derrotas. O ataque foi produtivo, anotando 77 gols, enquanto a defesa sofreu 37. Embora o ano tenha sido repleto de desafios, as Guerreiras demonstraram potencial e garra, deixando os torcedores esperançosos para o futuro.

