Suspeito Detido em Ribeirão Preto por Ameaças via PIX
A polícia prendeu um homem em sua residência no Jardim Progresso, zona oeste de Ribeirão Preto, após ele ser denunciado por ameaçar sua ex-namorada. O caso chamou atenção pela forma como as ameaças foram realizadas: o suspeito enviava mensagens de morte por meio de transferências feitas pelo aplicativo de pagamento PIX, mesmo já sendo alvo de uma medida protetiva que proibia qualquer contato com a vítima.
Conforme a denúncia recebida pelas autoridades, ele enviou pelo menos 28 mensagens na última segunda-feira (29), todas acompanhadas de transferências de centavos. As mensagens continham conteúdos inquietantes, como “você me prejudicou, agora já era, acabou com minha vida… vai se arrepender amargamente.” O delegado Diógenes Santiago Netto comentou: “Ele era proibido de fazer qualquer contato, seja físico, por redes sociais ou por telefone. Mesmo após a decretação das medidas protetivas, ele continuou em contato. Como estava bloqueado nas redes sociais, ele achou uma brecha ao utilizar o campo de descrição do PIX para enviar mensagens ameaçadoras.”
Até o fechamento da reportagem, não foi possível localizar um advogado que representasse o suspeito. Durante a prisão, ele optou por permanecer em silêncio.
Histórico de Ameaças Após o Término do Relacionamento
A relação do casal durou cerca de um ano. Segundo a vítima, após o término, as ameaças começaram a se intensificar, mesmo após mudar de endereço para se proteger. Registros da Polícia Civil mostram que o ex-namorado utilizou diversas táticas para continuar a importuná-la, incluindo o envio de carros de aplicativo até sua nova casa, tentando forçá-la a encontrá-lo.
A jovem também relatou em boletins de ocorrência que o ex-publicava comentários depreciativos em suas redes sociais, como em fotos de amigos próximos. Além de tudo, ele fez ligações para o celular do filho dela, proferindo ameaças de morte, e enviou e-mails com links sobre feminicídios, o que aumentou ainda mais o clima de medo e insegurança.
Apesar de ter conseguido uma medida protetiva, que deveria garantir sua segurança, a vítima viu essa proteção ser violada. Mesmo após o pedido judicial, o suspeito voltou a ameaçá-la, desta vez utilizando o recurso do PIX, que lhe permitiu fugir do bloqueio em redes sociais.
Nas mensagens, uma das mais preocupantes dizia: “Eu vou preso mas te pego antes aí nessa casa, você não vai ficar em paz.” A gravidade das ameaças e a persistência do suspeito em descumprir a medida protetiva levantam questionamentos sobre a eficácia das leis de proteção a mulheres vítimas de violência, especialmente em casos de relações abusivas.

