Prioridades do Orçamento de 2026 em São Paulo
O governador Tarcísio de Freitas sancionou na quarta-feira (07) a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, que estabelece um recorde de R$ 382,3 bilhões em receitas para o estado de São Paulo. O texto, aprovado pela Assembleia Legislativa (Alesp) no final de dezembro, foi publicado no Diário Oficial e detalha o planejamento financeiro que orientará as ações do governo durante o ano.
Este orçamento representa um crescimento significativo em comparação ao exercício anterior, impulsionado por uma arrecadação estável e uma gestão eficiente dos gastos públicos. Entre as prioridades elencadas, destacam-se os investimentos na continuidade de grandes obras de mobilidade urbana e a ampliação dos serviços de saúde, especialmente nas áreas onde a população cresceu acima da média.
A sanção do orçamento ocorre em um cenário de harmonia entre os poderes, com o Palácio dos Bandeirantes mantendo uma base de apoio robusta na Alesp, o que facilitou a tramitação de emendas estratégicas voltadas para o desenvolvimento regional. O governador enfatizou que o planejamento para 2026 visa a entrega de resultados concretos para a população, destinando uma parte significativa dos recursos ao programa São Paulo nos Trilhos, que abrange as expansões do metrô e dos trens intermunicipais.
Educação e Equilíbrio Fiscal
No setor educacional, o orçamento proposto assegura a continuidade da jornada integral em mais de duas mil escolas e fortalece o ensino técnico por meio do Centro Paula Souza. A gestão estadual destaca o equilíbrio fiscal como um pilar essencial que assegura a posição de São Paulo como o principal motor econômico do Brasil, atraindo investimentos privados que complementam o gasto público direto.
Com a sanção da LOA, as secretarias de estado dão início ao empenho das verbas para o primeiro trimestre, garantindo que o cronograma de serviços e obras não sofra interrupções no início deste novo ano fiscal. Contudo, enquanto grandes obras são priorizadas, críticas surgem sobre a aparente negligência a problemas cotidianos que afetam diretamente a vida dos cidadãos paulistas.
Esses desafios diários, como a falta de infraestrutura em áreas menos assistidas e a necessidade de serviços básicos de saúde, foram apontados por especialistas que pedem uma atenção mais equilibrada por parte do governo. Um analista, que preferiu ficar anônimo, comentou que “é fundamental que, além de grandes projetos, o governo também olhe para questões menores, mas que impactam diretamente a qualidade de vida das pessoas”.
O orçamento ambicioso de R$ 382 bilhões é, sem dúvida, um reflexo da capacidade do estado em arrecadar e gerir recursos, mas é essencial que os gestores também considerem as demandas mais urgentes da população. A expectativa é que, com a implementação das políticas e a execução dos projetos, o governo consiga não apenas construir obras grandiosas, mas também promover um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável para todos os paulistas.

