Água Inunda Condomínio em Ribeirão Preto
Um condomínio localizado na zona Leste de Ribeirão Preto (SP) enfrentou sérios problemas após chuvas torrenciais que atingiram a cidade nos dias 14 e 15 de novembro. As fortes precipitações resultaram em um alagamento prolongado, que manteve o estacionamento submerso e causou danos em áreas comuns e apartamentos, gerando grande preocupação entre os moradores.
O edifício, situado na Marginal da Avenida Leão XIII, na Rua Alfredo Benzoni, próximo à esquina com a Rua Arnaldo Vitaliano, possui uma construção antiga, datando da década de 1970. Devido à sua localização em um nível inferior ao da avenida, a entrada da água se torna uma realidade comum em períodos de chuvas intensas.
Imagens registradas por moradores ilustram a gravidade da situação, mostrando o condomínio completamente tomado pela água em ambos os dias de temporal. O nível da água chegou a cobrir o piso do estacionamento, invadiu corredores e até mesmo o primeiro bloco de apartamentos, levando consigo lixo e lama. Vídeos disponíveis nas redes sociais capturam o desespero e a confusão enfrentada pelos residentes.
A síndica do condomínio, Maria Thomazini, relatou que a situação não é nova e enfatizou que os moradores têm solicitado ajuda há anos: “Na quarta-feira, o estacionamento ficou completamente alagado, e dentro dos apartamentos a situação foi crítica. Na quinta-feira, por volta das 18h, a confusão foi generalizada. Precisamos abrir o portão, e toda a sujeira entrou junto com a água.”
Histórico de Problemas com Alagamentos
O histórico de alagamentos no condomínio não se limita a este incidente. Em 2015, uma chuva forte resultou na queda de um muro do prédio, esmagando nove veículos estacionados em um condomínio vizinho. Desde então, os moradores pressionam por uma solução efetiva para o problema da drenagem na região.
A subsíndica, Casimira Castello, expressou sua preocupação com a segurança dos moradores: “Estamos sempre em alerta. Precisamos abrir o portão devido ao grande volume de água. A inclinação do terreno faz com que a água invada carros e entre no Bloco 1, que é o ponto mais baixo. Já fizemos tudo o que podíamos internamente; agora, dependemos de obras da prefeitura.”
Buscando Soluções para o Problema
Segundo o engenheiro civil José Roberto Romero, um estudo abrangente da drenagem da região é essencial para entender a relação com a bacia do Rio Catete, que deságua no Córrego do Retiro. Romero sugere que a ampliação das galerias pode ser uma solução, mas isso deve ocorrer após uma análise hidrológica detalhada e a manutenção adequada do sistema atual, que pode estar obstruído.
Ele ainda aponta que a impermeabilização do solo é um fator que contribui para o agravamento dos alagamentos. “Quando a área é pavimentada com concreto ou asfalto, a água não infiltra e escoa diretamente para as galerias. Uma alternativa seria o uso de pavimento drenante, que facilita a infiltração e pode até contribuir para a recarga do Aquífero Guarani.” O engenheiro destaca que eventos climáticos extremos se tornaram mais frequentes, exigindo novas abordagens em engenharia e planejamento urbano.
A Dimensão do Alagamento na Região
Além do condomínio, o alagamento afetou a Marginal da Avenida Leão XIII e trechos da Rua Alfredo Benzoni, onde a água cobriu o asfalto, dificultando a passagem de veículos e pedestres. Registros feitos por moradores de prédios altos mostram a extensão do problema, que se espalhou por diversas quadras.
Posicionamento da Prefeitura de Ribeirão Preto
A Prefeitura de Ribeirão Preto, em nota enviada à EPTV, afiliada da TV Globo, informou que a Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria tem atuado preventivamente em toda a cidade, realizando a limpeza de bocas de lobo, galerias de águas pluviais e drenagem de vias. A administração municipal também reconhece que o sistema de drenagem está sendo severamente impactado pelo aumento das chuvas, especialmente em épocas de eventos climáticos extremos, que podem exceder a capacidade de escoamento em determinados momentos.
Por fim, a atual gestão afirmou que está trabalhando na atualização do sistema de drenagem urbana, conforme previsto no novo Plano Municipal de Saneamento Básico.

