Expectativa de Precipitação Pesada
A próxima semana no Brasil promete ser marcada por chuvas intensas e tempestades. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até a próxima segunda-feira (26), um canal de umidade atuará nas regiões Sul e Sudeste, resultando em um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Este fenômeno, típico do verão, é conhecido por provocar volumes elevados de precipitação, muitas vezes por vários dias consecutivos.
As áreas mais afetadas devem ser as regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, onde os acumulados podem ultrapassar 250 milímetros (mm) até o dia 26. Estados como Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e o sudoeste da Bahia, além do sul do Amazonas e do Distrito Federal, estão entre os locais que poderão sentir os efeitos dessa inundação.
Essa será a segunda ocorrência da ZCAS em janeiro, a primeira tendo sido registrada na primeira semana do mês. O fenômeno se caracteriza por uma vasta faixa de convergência de umidade que se estende da Amazônia até o Sudeste, resultando em chuvas persistentes e tempestades.
Detalhes por Região
No que se refere à previsão por regiões, a situação se desenha da seguinte forma:
Região Norte
A região Norte deverá registrar os maiores volumes de chuva no sul do Amazonas, em Rondônia e no sul do Tocantins. No Amapá, as chuvas podem ultrapassar 100 mm, influenciadas pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Já na região do baixo Amazonas e no leste do Pará, próximos às divisas com Tocantins e Maranhão, os acumulados podem atingir ou ultrapassar 200 mm em sete dias. A umidade relativa do ar deverá manter-se elevada, acima de 70% na maior parte dessa região.
Região Centro-Oeste
Em relação ao Centro-Oeste, a previsão é de chuvas volumosas no norte de Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, com acumulados que podem superar 200 mm em sete dias. Na maioria das áreas, exceto em Mato Grosso do Sul, os volumes de precipitação deverão girar em torno de 100 mm durante esse período.
Região Sudeste
No Sudeste, Minas Gerais e Espírito Santo se preparam para um cenário de chuvas persistentes. A partir do dia 23, as precipitações retornarão em algumas áreas do Rio de Janeiro e sul de Minas. Em São Paulo, por outro lado, a tendência é de tempo mais firme, com umidade mínima em torno de 45%.
Região Nordeste
No Nordeste, a situação é diferente, pois não há previsão de chuvas significativas na maior parte da região. Apenas o sul do Maranhão, o oeste da Bahia e o oeste do Piauí devem registrar volumes entre 50 mm e 100 mm em sete dias, devido à influência parcial da ZCAS. O interior nordestino, especialmente no Sertão, pode apresentar níveis de umidade relativa do ar entre 20% e 30% no final da semana.
Região Sul
A previsão para a Região Sul é de tempo mais seco, com algumas chuvas fracas e isoladas a partir de quinta-feira (22) no litoral e em áreas de Santa Catarina. A umidade mínima deverá ficar abaixo de 35% na maior parte da região, exceto no litoral.
Temperaturas Elevadas e Alertas de Tempestade
As temperaturas continuam elevadas em várias partes do Brasil, principalmente no interior do Nordeste e no oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, onde os termômetros podem marcar entre 34 °C e 38 °C. Contudo, no centro-leste do Sudeste e nas regiões do norte de Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, a ZCAS pode provocar uma queda acentuada nas temperaturas, com valores até 6 °C abaixo da média. Nesses locais, as máximas podem não passar de 18 °C em algumas áreas até o dia 22 de janeiro.
No Sul, após a passagem de uma frente fria, as temperaturas devem permanecer baixas na primeira metade da semana, com risco de geada na serra de Santa Catarina. Na segunda metade, os termômetros devem voltar a subir, alcançando entre 32 °C e 36 °C no oeste da região.
O Inmet emitiu alertas de perigo potencial para chuvas intensas em diversas regiões do país. Em algumas áreas, as precipitações podem atingir entre 20 e 60 mm por hora, acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas, elevando o risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
Recomendações da Agência Nacional de Mineração
Diante da atuação de uma frente fria no oceano e da formação da ZCAS, a Agência Nacional de Mineração (ANM) recomenda que os mineradores e empresas do setor reforcem as medidas preventivas. Entre as orientações estão verificar o funcionamento dos sistemas de drenagem superficial e bombas de emergência, intensificar o monitoramento das estruturas e realizar inspeções preventivas, especialmente durante períodos de chuvas intensas.
A ANM ressalta que a antecipação de medidas de segurança é crucial para evitar incidentes e garantir a integridade das estruturas.

