Decisão Controversa em Franca
Donizete Tadeu de Souza, de 66 anos, foi inicialmente preso preventivamente na semana passada após acidente fatal, mas agora pode responder ao processo por homicídio em liberdade, graças a um pedido do Ministério Público de São Paulo. O promotor Odilo Nery Comodaro defendeu a liberação do réu, alegando que ele não representa risco à sociedade e possui emprego e residência fixos.
Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação sobre a saída de Souza do sistema prisional.
A tragédia ocorreu na Avenida Geraldo Teodoro Martins, próxima ao Núcleo de Gestão Assistencial (NGA) do Jardim Maria Gabriela, na última quinta-feira (22). Maria do Carmo Santos Soares, de 70 anos, foi atropelada enquanto se dirigia ao NGA para a retirada de medicamentos para o coração, conforme relatos de uma amiga da família.
As câmeras de segurança mostraram que, embora o caminhão estivesse parado, em um certo momento avançou em direção à mulher. Com o impacto, Maria do Carmo não resistiu, levando a Polícia Civil a destacar que a área possui um fluxo intenso de pedestres e que a manobra imprudente do motorista aumentou as chances de um acidente.
A Versão do Motorista e Consequências Legais
Após o atropelamento, Donizete ficou no local e foi encontrado pela Polícia Militar, que relatou seu estado emocional abalado. Ele afirmou que não viu Maria do Carmo atravessando a via e, segundo informações, não havia consumido bebida alcoólica antes do incidente.
O motorista enfrentou a acusação de homicídio com dolo eventual, sendo preso em flagrante. Durante a audiência de custódia, realizada na sexta-feira (23), sua prisão preventiva foi determinada pelo juiz, mas a decisão foi revertida posteriormente com base nos argumentos do Ministério Público.
A situação gerou um debate sobre a segurança no trânsito e a responsabilidade dos motoristas, especialmente em áreas com alto fluxo de pedestres. O caso de Maria do Carmo Santos Soares reabre discussões sobre a necessidade de fiscalização mais rigorosa e educação no trânsito.
Impacto na Comunidade e Reflexões Finais
O atropelamento de Maria do Carmo, que tinha uma rotina marcada pela busca de cuidados médicos, traz à tona a fragilidade da segurança viária em muitos bairros. A comunidade lamenta a perda e espera que o caso sirva de alerta para mudanças que possam prevenir tragédias semelhantes no futuro.
As autoridades locais estão sendo pressionadas a melhorar a sinalização e a segurança nas vias, especialmente nas proximidades de pontos críticos como o NGA, que atende a uma população vulnerável. A história de Maria do Carmo não deve ser esquecida, e espera-se que as lições aprendidas ajudem a salvar vidas.

