Adolescentes em Ação: O Impacto de Projetos Sociais
O ano de 2025 chega ao fim trazendo uma sensação de realização para dois jovens de Ribeirão Preto, em São Paulo. Lia Bardella Monteiro, de 15 anos, e Luis Henrique Vitor Martins Júnior, de 16, decidiram dedicar seu tempo livre a ações sociais, além dos estudos. Embora façam parte de grupos distintos, ambos compartilham um objetivo comum: ajudar a comunidade ao seu redor.
Os adolescentes comentam que essa experiência tem alterado a maneira como veem o mundo, ampliando seus horizontes e proporcionando uma nova perspectiva sobre realidades diferentes das suas. De acordo com Lia, essa convivência entre pessoas de diversas origens e histórias é fundamental para o aprendizado e desenvolvimento pessoal.
“É um aprendizado para lidar com pessoas, porque a gente encontra muitas realidades diferentes, tanto nos projetos que realizamos quanto nas interações dentro do grupo. Sempre somos incentivados a acolher novos integrantes”, afirma a jovem.
Integrante do Interact, um programa do Rotary Club voltado para jovens entre 12 e 18 anos, Lia revelou ao g1 que o projeto vai além do que é proposto, promovendo um altruísmo genuíno entre os participantes.
“Entrei no Interact porque meu pai participou quando jovem e, em um momento de busca por atividades sociais, ele me incentivou. Desde o início, somos motivados a incluir todos, especialmente aqueles que estão chegando”, acrescenta.
Uma das iniciativas em que Lia está envolvida é o Recicla Bike, projeto que arrecada bicicletas para crianças de comunidades carentes em Ribeirão Preto. “Infelizmente, não conseguimos doar para todas as crianças, então, realizamos um sorteio. Nas últimas edições, levamos barbeiros e trancistas para fazer um evento mais especial, além de brinquedos para as crianças”, explica.
A jovem participa de diversos eventos ao longo do ano, e acredita que essa vivência a ajuda a entender melhor o mundo e o que pode fazer pelo próximo. “Estou há um ano e quatro meses no grupo, e isso fez uma diferença significativa na minha vida. Além das atividades sociais, aprendi muito sobre empatia e comunidade”, compartilha.
O Poder da Solidariedade
No início deste ano, Luis Henrique se uniu à Ordem DeMolay, uma organização que visa o desenvolvimento cívico e social de jovens do sexo masculino entre 12 e 21 anos. Para ele, essa oportunidade não apenas fortaleceu seu compromisso em ajudar, mas também abriu novas avenidas para a solidariedade. “Desde pequeno, sempre tive uma preocupação com o futuro. Enxerguei a chance de me desenvolver e, ao mesmo tempo, fazer a diferença na vida de outras pessoas”, diz.
Luis compartilhou uma experiência marcante que teve em uma escola pública, onde a Ordem DeMolay prestou diversos serviços à comunidade. “Um dos atendimentos mais procurados foi o exame de vista, algo que muitas crianças, especialmente em escolas públicas, têm dificuldade de acessar. No total, realizamos mais de 130 atendimentos nesta área. Eu uso óculos, então foi muito importante oferecer essa oportunidade”, relata, emocionado.
Para o próximo ano, Luis planeja expandir as ações e espera motivar ainda mais jovens a se envolverem na Ordem DeMolay. “É gratificante ajudar. A ação social é uma maneira de levar amor e cuidado a quem precisa. Encerramos 2025 com gratidão e queremos atrair mais jovens para essa missão”, conclui.
Educação e Ação Social: Uma Parceria Essencial
O incentivo à participação dos jovens em ações sociais é frequentemente promovido pelas escolas. Em Ribeirão Preto, a Secretaria de Educação desenvolve um projeto que visa engajar adolescentes em programas que beneficiam a comunidade. Roberta Poltronieri, gerente de gestão democrática, destaca a importância da educação nesse processo.
“A educação é a base para tudo. A escola é um espaço onde passam muitas ideias e pessoas que sonham e buscam oportunidades. Muitas vezes, é apenas uma palavra de incentivo que pode mudar a vida de um jovem”, afirma.
A gestão democrática coordena iniciativas que envolvem conselhos, grêmios estudantis e fóruns nas escolas municipais. “Essas oportunidades mostram que ao oferecer um espaço de aprendizado que vai além da simples leitura e escrita, os alunos se engajam e demonstram interesse em aprender mais sobre a vida e a sociedade”, explica.
Em 2025, seis escolas participaram desses projetos, e Roberta espera que mais instituições se juntem à causa no próximo ano. “O objetivo é que os professores incentivem os alunos a se envolverem em projetos que abordem temas relevantes, ampliando as oportunidades de aprendizado e formando cidadãos mais conscientes e solidários”.

