Caso de Agiotagem Choca Franca
Uma mulher em Franca, SP, passou por um momento angustiante ao ser ameaçada e agredida por um agiota, identificado como Ronny Hernandes Alves dos Santos, de 40 anos. O agressor é investigado por sua ligação com uma quadrilha envolvida em práticas de extorsão. O incidente ocorreu em 27 de janeiro e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram Ronny e outros dois homens abordando a vítima, que alegava não ter dinheiro para pagar a dívida de R$ 1 mil.
A mulher, que já vinha pagando a quantia regularmente, enfrentou a pressão do agiota que, recentemente, ao sair da prisão, contatou a filha dela para cobrar o valor restante. Em um acordo prévio, ela e Ronny haviam decidido que a dívida seria quitada em dez parcelas de R$ 100, a serem pagas todo dia 25 de cada mês.
Agressão e Ameaças Após Cobrança
No dia 25 de janeiro, ao informar Ronny que ainda não tinha o valor, a mulher recebeu uma nova cobrança por parte do agiota no dia seguinte. O que se seguiu foi uma sequência de violências. Ao ir até a casa da vítima, Ronny iniciou uma discussão que rapidamente escalou para agressões físicas, culminando em socos que atingiram a cabeça da mulher. Apesar de seus esforços para se defender, as agressões continuaram.
Após o ataque, Ronny e seus comparsas fugiram, mas não sem antes deixar uma nova ameaça. Ele enviou mais mensagens para a filha da mulher, alertando que a situação poderia piorar. Temendo por sua segurança, a vítima decidiu procurar a polícia e registrar um boletim de ocorrência.
Depoimentos Revelam Silêncio do Agressor
Tanto a mulher quanto Ronny compareceram à delegacia para prestar depoimento. No entanto, o agiota optou por não falar. A EPTV, afiliada da TV Globo, tentou entrar em contato com a defesa de Ronny, mas não obteve retorno até a atualização da matéria. Embora ele tenha sido absolvido nas investigações anteriores relacionadas à quadrilha, o processo ainda está em andamento, e o Ministério Público recorreu da decisão, podendo usar as agressões como evidência adicional.
Quadrilha de Agiotagem em Franca
As investigações sobre a quadrilha descobriu que ela movimentou milhões de reais com agiotagem. A primeira fase da Operação Castelo de Areia, que ocorreu entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, resultou na prisão de sete indivíduos, que supostamente movimentaram cerca de R$ 36 milhões. Em um desdobramento das investigações, um ex-policial civil foi condenado a 20 anos de prisão.
As evidências coletadas, incluindo gravações de conversas, mostraram que o grupo utilizava métodos violentos para cobrar dívidas. Os líderes da quadrilha eram um pai, um filho e um sobrinho, que impunham medo nas vítimas e suas famílias.
Desdobramentos da Operação e Impunidade
Após as prisões, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) revelou que, mesmo com algumas detenções, outros membros mantiveram a operação da quadrilha ativa, afirmando em conversas que não temiam represálias. Isso levou à deflagração de uma nova fase da operação em junho deste ano, que identificou movimentações adicionais de R$ 31 milhões, reforçando a necessidade de combate efetivo a esse tipo de crime.

