Acidente Fatal em Cajuru
No dia 10 de janeiro, a cidade de Cajuru, SP, foi cenário de um trágico atropelamento que resultou na morte de Ana de Fátima Gonçalves da Silva, de 64 anos. Ela foi atingida por uma moto de luxo pilotada por Leone Torrano Mateus, assessor da Prefeitura, que, segundo a polícia, estava sob efeito de álcool no momento do acidente. Apesar de ter sido preso em flagrante, Leone passou pela audiência de custódia e foi liberado.
De acordo com relatos de testemunhas, logo após o atropelamento, Leone tentou inverter a situação, alegando que Ana de Fátima teria causado o acidente. “Nós ficamos esperando o Samu, e ele, claramente bêbado ou drogado, tentava se justificar perto dela, afirmando que ela tinha atropelado ele”, comentou um dos presentes, que pediu para não ser identificado.
Ana de Fátima sofreu graves lesões, incluindo traumatismo craniano, fraturas na bacia e em um dedo do pé. Sua recuperação foi complicada, levando a internações subsequentes, e ela não resistiu aos ferimentos, falecendo um mês após o acidente. Seu corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto.
Condições do Motorista e Testemunhos
Um vídeo que circulou nas redes sociais após o acidente mostrou Leone cambaleando enquanto tentava levantar a moto, o que levantou ainda mais suspeitas sobre seu estado de embriaguez. Uma testemunha, visivelmente indignada, disse: “Ele não conseguia nem segurar a moto. Estava visivelmente bêbado ou drogado”.
O boletim de ocorrência detalhou que Leone, enquanto pilotava, não conseguiu fazer uma conversão adequada, atingindo Ana de Fátima, que estava caminhando próxima à calçada, na Rua Minas Gerais, no bairro Vila Maria das Graças. O documento ainda registrou que o motorista apresentava odor etílico, fala pastosa e um andar cambaleante. Apesar das evidências, Leone negou a responsabilidade pelo atropelamento e se recusou a realizar o teste do etilômetro.
Desdobramentos Legais e Posição da Prefeitura
Depois de ser conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ribeirão Preto, um exame clínico confirmou a embriaguez de Leone. O boletim de ocorrência classificou o caso como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante. Embora tenha sido detido, ele foi libertado após a audiência de custódia.
Em resposta ao ocorrido, a Prefeitura de Cajuru divulgou uma nota afirmando que Leone não estava em exercício de funções da administração pública no momento do acidente e que não utilizava um veículo oficial. A administração expressou suas condolências à família de Ana de Fátima e se comprometeu a colaborar com as investigações em curso.
A Prefeitura também mencionou que o caso está sob análise das autoridades competentes e que até o momento não recebeu qualquer determinação oficial do Poder Judiciário. “Ressaltamos que a Administração Municipal cumprirá integralmente qualquer decisão judicial que for estabelecida, sempre dentro dos princípios da legalidade e transparência”, concluiu a nota.

