Tragédia em Bonfim Paulista
Um laudo médico do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo, revelou que Eliene de Santana Maia, de 33 anos, sofreu seis fraturas significativas após ser atropelada no primeiro dia do ano, enquanto caminhava com seu filho, Guilherme da Silva Maria, de apenas 6 anos, no distrito de Bonfim Paulista. A mulher ficou internada por 19 dias e passou por três cirurgias, enfrentando um longo processo de recuperação.
O relatório médico, ao qual a EPTV, afiliada da TV Globo, teve acesso, detalha as fraturas na região pélvica, na base da coluna vertebral, no antebraço, no punho, no tornozelo e na área lombar. Atualmente, Eliene depende de uma cadeira de rodas, sem previsão de retorno à mobilidade normal.
Eliene e Guilherme foram atropelados por um carro alugado, conduzido por Gustavo Perissoto de Oliveira. O impacto foi tão forte que Guilherme foi rapidamente socorrido em estado grave, mas infelizmente faleceu três dias depois, no dia 4 de janeiro.
Fuga e Apresentação à Polícia
Após o acidente, Gustavo, de 25 anos, fugiu do local. No entanto, ele se apresentou à polícia no dia seguinte, onde alegou que não havia ingerido bebidas alcoólicas antes de dirigir. Ele afirmou que, durante a condução, se distraiu com a central multimídia do carro e não percebeu o que havia acontecido até sentir o impacto. Ele mencionou ter olhado pelo retrovisor e não ter visto nada no local.
“Ele disse que acreditava ter batido na defesa metálica e decidiu continuar dirigindo”, informou o delegado Ariovaldo Torrieri, do 7º Distrito Policial. A defesa de Gustavo contesta a versão apresentada pelos testemunhas, que afirmam que o motorista não demonstrou intenção de ajudar as vítimas. Um frentista de um posto de combustíveis nas proximidades disse que tentou alertar o condutor, mas ele ignorou os gritos e saiu em alta velocidade, inclusive pegando uma rua na contramão.
Investigação em Andamento
As autoridades continuam a investigar o caso, considerando a possibilidade de indiciar Gustavo por homicídio culposo, que se caracteriza pela falta de intenção de matar. Até o momento, ele foi liberado por falta de provas suficientes para uma prisão imediata. Isso ocorre mesmo com o depoimento de várias testemunhas que estavam no local e afirmaram que tentaram alertá-lo sobre o acidente.
O atropelamento, que foi registrado por câmeras de segurança, ocorreu em um trecho da Rodovia José Fregonezi, onde o carro saiu da pista e atingiu mãe e filho pelas costas. O acidente chocou a comunidade local, que se solidarizou com a dor de Eliene, agora em processo de recuperação e planejamento uma mudança para São Paulo. Ela mencionou que está se mudando para ficar sob os cuidados de sua cunhada.
“Na hora em que estava com ele, o carro vinha em alta velocidade. Quando olhei para trás, já era tarde demais”, recorda Eliene, que agora enfrenta um longo caminho de reabilitação.
Desfecho Trágico
Eliene tenta lidar com a perda do filho, que não resistiu aos ferimentos. Guilherme, que era descrito como uma criança cheia de vida e sonhos, não teve a chance de se recuperar. O caso gerou comoção na cidade e reforça a necessidade de conscientização sobre segurança no trânsito, especialmente em áreas onde pedestres são vulneráveis.
A investigação prossegue e o futuro de Gustavo Perissoto de Oliveira nas mãos da justiça ainda é incerto. O atropelamento de Eliene e seu filho é um lembrete sombrio da fragilidade da vida e da responsabilidade que todos têm ao volante.

