Família em Busca de Justiça
A tragédia que abalou a cidade de Cajuru, interior de São Paulo, continua a gerar repercussão. A filha da aposentada Ana de Fátima Gonçalves da Silva, Maria Aparecida da Silva Costa, expressou sua indignação após o atropelamento de sua mãe, ocorrido em janeiro. Segundo ela, o motociclista Leone Torrano Mateus, que é assessor da Prefeitura, permanece em liberdade e não demonstra preocupação com o ocorrido. “Muita tristeza e indignação, porque a gente sabe que ele não está preso. Ele está solto e parece que não liga para o que está acontecendo… Ele nunca ofereceu nada, nunca chegou na família para oferecer”, desabafou Maria Aparecida.
A defesa de Leone informou que lamenta profundamente a morte da aposentada e que, por respeito à família, prefere se manifestar apenas durante o processo judicial. No entanto, a Prefeitura de Cajuru se posicionou, afirmando que na data do acidente, o assessor não estava exercendo suas funções, nem utilizando um veículo oficial. Além disso, até o momento, não houve qualquer comunicado oficial do judiciário sobre o caso.
Investigação do Acidente
O atropelamento ocorreu no dia 10 de janeiro, e as investigações indicam que o motociclista estava sob efeito de álcool no momento do acidente. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Leone cambaleando ao tentar levantar a moto após colidir com a idosa. Testemunhas relataram que ele, em um primeiro momento, tentou colocar a culpa na vítima.
Após ser preso em flagrante, Leone passou por uma audiência de custódia e foi liberado. A vítima, Ana de Fátima, sofreu um traumatismo craniano, além de fraturas na bacia e em um dedo do pé. Durante a internação, seus problemas de saúde se agravaram, levando-a a desenvolver embolia pulmonar e uma infecção nos pulmões.
Consequências Trágicas
Maria Aparecida relata que a mãe, que até então levava uma vida ativa e saudável, acabou sofrendo um acidente vascular cerebral (AVC) devido às complicações de saúde geradas pelo atropelamento. “Resolveram dar alta para ela, foi para Cajuru. Lá ela ficou um dia só e no outro dia já teve que ser internada novamente e já foi intubada… Nesse meio tempo, descobriram que tinha dado um AVC nela, aí foi só piorando e aí ela não voltou mais”, conta, demonstrando toda a dor e a frustração que a família enfrenta.
Posicionamento da Prefeitura de Cajuru
Em nota, a Prefeitura de Cajuru reiterou que Leone não estava a serviço da administração no momento do acidente e expressou solidariedade à família da vítima. A administração também afirmou que está disposta a colaborar com as autoridades durante a investigação. Além disso, a Prefeitura comunicou que não recebeu qualquer determinação oficial sobre o caso.
A nota finalizou afirmando: “A Administração Municipal ressalta, contudo, que cumprirá integralmente toda e qualquer decisão que venha a ser judicialmente estabelecida, dentro dos princípios da legalidade e da transparência.” A história de Ana de Fátima ressalta a importância de buscar justiça em casos de negligência e irresponsabilidade no trânsito, e a família continua a lutar por respostas e respeito em meio à dor da perda.

