Tragédia em Ribeirão Preto: Cantor Ignora Alertas Após Colisão
Um frentista do posto de combustíveis ao lado do local do atropelamento que vitimou uma mulher de 33 anos e seu filho de 6 anos, em Ribeirão Preto (SP), relatou que o motorista não parou para prestar socorro, mesmo diante das tentativas de alerta feitas por clientes do estabelecimento. Marcelo Santos, o frentista, afirma que o cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, suposto responsável pela colisão, deixou o lugar sem qualquer preocupação em ajudar as vítimas. O pequeno Guilherme, após ser atendido, não sobreviveu devido aos ferimentos graves.
“Alguns funcionários que estavam na frente, na pista, tentaram avisá-lo, gritando. Ele chegou a olhar para o lado, mas em nenhum momento demonstrou vontade de parar ou entender o que estava ocorrendo”, detalhou Santos. O frentista também destacou que o cantor ainda fez uma manobra arriscada ao pegar uma rua na contramão ao deixar a cena do acidente. “Ele não parecia ter a intenção de parar. Um cliente que estava presente tentou segui-lo, mas não conseguiu alcançá-lo”, completou.
Investigações em Andamento
Gustavo Perissoto, que se apresentou um dia após o acidente, prestou depoimento e está sendo investigado por homicídio culposo, crime cometido sem a intenção de matar. Após sua declaração, ele foi liberado devido à falta de condições legais para a detenção. A Polícia Civil já iniciou a coleta de depoimentos de testemunhas para esclarecer os fatos ocorridos.
O motorista defendeu-se ao dizer que, distraído com a central multimídia do veículo, acreditou que tivesse atingido apenas o guard-rail da rodovia, justificativa que, segundo ele, o levou a não prestar auxílio às vítimas. Ele ainda negou ter consumido bebidas alcoólicas antes do incidente.
Imagens Registradas por Câmeras de Segurança
O atropelamento, que aconteceu no acesso à Rodovia José Fregonezi, em direção a Ribeirão Preto, foi registrado por câmeras de segurança. As filmagens mostram o momento em que o carro saiu da pista e atingiu a mulher e seu filho, que caminhavam tranquilos no acostamento, sem perceber o perigo. Eliene de Santana Maia, mãe da criança, foi hospitalizada com fraturas graves e seguia internada até o último boletim de saúde disponível.
Infelizmente, o pequeno Guilherme foi internado em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva Pediátrica (CTI) do Hospital das Clínicas, onde teve sua morte confirmada na madrugada do último domingo (4). A dor da perda é refletida na família e na comunidade local, que busca respostas para essa tragédia.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, com muitas pessoas se mobilizando para refletir sobre a importância de prestar auxílio em situações de emergência e a responsabilidade de todos ao volante.

