Problemas Retornam à Avenida Nove de Julho
Passados dez meses desde a reabertura para o tráfego, a Avenida Nove de Julho, localizada em Ribeirão Preto (SP), volta a ser alvo de queixas devido a paralelepípedos soltos. Na tarde da última sexta-feira (2), a forte chuva desencadeou alagamentos em trechos da via que haviam sido recentemente revitalizados.
O ponto mais crítico da situação foi registrado no cruzamento com a Rua Sete de Setembro, onde um vídeo feito por um motorista mostrou a avenida completamente inundada, dificultando a circulação de veículos. Após a tempestade, os danos se tornaram mais evidentes. Em vários locais, paralelepípedos se desprenderam, criando desníveis e buracos na pista.
Um vídeo veiculado pela EPTV, afiliada da TV Globo, ilustra a Avenida Nove de Julho sob água durante a forte chuva desta semana. No cruzamento com a Rua Marechal Deodoro, notou-se que os blocos praticamente desapareceram ao redor de um bueiro, deixando o solo à mostra. Além disso, um buraco significativo, já existente antes da chuva, aumentou consideravelmente, levando à instalação de cavaletes e fitas de sinalização, restringindo o tráfego a apenas uma faixa e gerando lentidão.
Moradores que conversaram com a EPTV relataram que, durante as chuvas, o material usado para o rejunte entre os paralelepípedos se solta. Isso resulta na movimentação das pedras e na abertura de espaços ao longo da via. Parte dos blocos removidos foi colocada de maneira provisória no canteiro central, aguardando reparos.
A Obra e Seus Custos
As obras de revitalização da Avenida Nove de Julho iniciaram em junho de 2023, com prazo de conclusão previsto para junho de 2024. Contudo, o projeto enfrentou atrasos, paralisações e críticas de comerciantes e moradores que sofreram com os transtornos. O custo total da obra foi de R$ 32.411.776,19, recursos públicos que foram utilizados para reforçar a pavimentação, recolocar os paralelepípedos, reformar os canteiros centrais, implantar corredores de ônibus e novos sistemas de drenagem e galerias de águas pluviais.
Ainda que a via tenha sido liberada, os canteiros centrais continuaram em estado de obras. O paisagismo, conforme informado pela prefeitura, deveria ter sido finalizado até seis meses após a reabertura, prazo que já foi ultrapassado. Em agosto de 2025, a administração municipal anunciou uma parceria com o Sesc para a execução do projeto, mas não divulgou um novo cronograma.
As queixas persistem, uma vez que paralelepípedos soltos e desníveis surgiram em diferentes trechos da Avenida Nove de Julho em menos de um ano após a conclusão das obras.
Resposta da Prefeitura
Em resposta à situação, a Secretaria de Obras Públicas informou que notificou a empresa responsável pela revitalização, a Era-Técnica Engenharia Construções e Serviços Ltda., para realizar uma vistoria técnica e realizar as necessárias manutenções na avenida, incluindo as galerias de águas pluviais.
Segundo a secretaria, a obra ainda está dentro do prazo de garantia contratual, o que obriga a empresa a fazer os ajustes indispensáveis. Vale lembrar que a revitalização estava sob a responsabilidade da Era-Técnica após a rescisão do contrato com a primeira empresa vencedora da licitação, em dezembro de 2023, devido ao descumprimento do projeto.
Enquanto isso, motoristas continuam a registrar alagamentos nos trechos afetados da Avenida Nove de Julho, especialmente nas proximidades do cruzamento com a Rua Sete de Setembro, onde as obras recentes não foram suficientes para evitar os problemas.

