Casos confirmados de câncer de mama em Ribeirão Preto
Entre 2020 e 2025, hospitais de Ribeirão Preto registraram 396 diagnósticos de câncer de mama em mulheres que vivem na cidade. O dado foi divulgado pela Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP) e compartilhado pela Secretaria Municipal da Saúde. A informação chama atenção para a relevância do acesso aos exames preventivos e do acompanhamento durante e após o tratamento.
Contexto nacional e impacto da doença
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta que, entre 2026 e 2028, o Brasil terá cerca de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano. Essa estimativa representa uma taxa de 71,57 diagnósticos para cada 100 mil mulheres. Em 2023, a doença foi responsável por 20.165 mortes no país, mostrando a gravidade do problema e a necessidade de políticas de saúde eficazes.
Importância do acesso aos exames e conscientização contínua
Para Antônio Carlos Maçonetto, diretor-presidente do Hospital de Câncer de Ribeirão Preto, é fundamental que a população tenha facilidade para realizar exames e receber atendimento. “Informar é essencial, mas também é preciso facilitar o acesso. Muitas mulheres deixam de fazer os exames por falta de orientação ou por dificuldades do cotidiano. O Outubro Rosa chama atenção para o tema, mas essa mobilização precisa ser permanente”, destaca.
Alta na procura por mamografias em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto realizou 14.693 mamografias em pessoas de 40 a 74 anos durante 2024. De janeiro a julho de 2025, foram feitos mais 9.635 exames nessa faixa etária. Em outubro de 2025, 503 mamografias foram agendadas pela internet, um aumento de 68% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registradas 299 solicitações online. Além disso, 1.070 agendamentos ocorreram presencialmente nas unidades de saúde.
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Recomendações para rastreamento e sinais de alerta
O Ministério da Saúde indica que mulheres de 50 a 74 anos realizem mamografias de rastreamento a cada dois anos. Para mulheres fora dessa faixa, a avaliação deve ser individualizada com o profissional de saúde. Caso haja sinais suspeitos, como nódulos endurecidos ou que crescem, retração da pele, alteração no formato do mamilo, saída espontânea de líquido ou aspecto de casca de laranja na pele, é importante procurar atendimento médico imediato. Esses sintomas não significam necessariamente câncer, mas precisam de investigação.
Reconstrução mamária como parte do tratamento
Quando a cirurgia envolve a remoção total ou parcial da mama, a reconstrução pode ser integrada ao tratamento. O procedimento pode ocorrer durante a cirurgia oncológica ou em momento posterior, dependendo das condições clínicas e da decisão da paciente. O cirurgião plástico Pedro Morales, que atua em Ribeirão Preto, ressalta que o planejamento considera o tipo de cirurgia, os tratamentos complementares, a disponibilidade de tecidos e as expectativas da mulher.
“Não existe um modelo único para a reconstrução. Algumas pacientes optam pelo procedimento imediato, outras preferem aguardar, e há quem decida não realizar a reconstrução. A equipe médica deve apresentar as opções de forma clara, respeitando o tempo e a escolha de cada mulher”, afirma.
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Fonte: novaimperatriz.com.br
A legislação brasileira assegura às mulheres o direito à cirurgia plástica reconstrutiva após mutilação total ou parcial da mama causada pelo tratamento do câncer. Se as condições clínicas permitirem, o procedimento pode ser feito imediatamente; caso contrário, deve ser programado para outra fase do tratamento.
Mutirões de exames durante o Outubro Rosa em Ribeirão Preto
Para marcar o Outubro Rosa 2026, o Hospital de Câncer de Ribeirão Preto promoverá mutirões de mamografia e coleta de Papanicolau nos dias 14, 15 e 16 de outubro. Uma segunda etapa será realizada nos dias 21, 22 e 23, no período da tarde. O serviço visa ampliar o acesso e facilitar o diagnóstico precoce entre as mulheres da cidade.
Informações sobre os critérios para atendimento e agendamento podem ser obtidas pelo telefone (16) 3878-9700.

