Tragédia em Guaíra
Na última quinta-feira (1º), um cão da raça Husky Siberiano, chamado Tony, faleceu após uma tentativa desesperada de escapar de casa durante a virada do ano, em Guaíra. O animal, de apenas três anos, se assustou com o estrondo dos fogos de artifício e, ao tentar fugir, acabou se ferindo gravemente ao ficar preso na grade do portão, resultando em uma perda significativa de sangue, conforme relatou seu tutor.
Infelizmente, mesmo após os ferimentos, Tony não conseguiu superar os efeitos do susto. O desespero do animal o levou a sofrer uma parada cardíaca, levando-o à morte. O tutor, visivelmente abalado, menciona que este não foi o primeiro episódio de pânico do animal. No Natal, Tony já havia demonstrado medo com a explosão de fogos durante as festividades.
Essa situação levanta questões importantes sobre a utilização de fogos de artifício em ocasiões comemorativas. Vale lembrar que, no Estado de São Paulo, a utilização de fogos com alto nível de ruído é proibida desde 2021, conforme a Lei Estadual nº 17.389. O objetivo da legislação é proteger não apenas os animais, mas também pessoas sensíveis a barulhos excessivos, como idosos e crianças.
Com a morte de Tony, muitos se perguntam se a legislação está sendo suficientemente respeitada e se são necessárias medidas mais rigorosas para coibir o uso de fogos que causam pânico em animais e transtornos à população. A discussão sobre a responsabilidade de quem promove eventos com fogos de artifício também está em pauta, já que muitos eventos ainda utilizam esses artefatos, ignorando a preocupação com o bem-estar animal.
Os casos de animais que sofrem devido à explosão de fogos de artifício não são isolados. Organizações de defesa dos direitos dos animais têm relatado um aumento nas ocorrências de pets que se ferem ou até mesmo desaparecem durante as festividades de Ano Novo e outras datas comemorativas. As recomendações para tutores incluem manter os animais em ambientes seguros e confortáveis, além de considerar o uso de técnicas de adaptação ao som dos fogos.
É um tema que gera cada vez mais sensibilização na sociedade. A morte de Tony não deve ser apenas uma estatística, mas um lembrete sobre a necessidade de um olhar mais atento e responsável em relação ao uso de fogos de artifício. O bem-estar dos animais deve ser uma prioridade nas celebrações, para que tragédias como essa não se repitam.

