Advogado busca esclarecimentos sobre o caso
No último sábado (10), amigos e familiares de Guilherme da Silva Maia, um menino que tragicamente perdeu a vida em um atropelamento em Ribeirão Preto, realizaram uma manifestação em frente ao Ministério Público. Durante o ato, que teve como objetivo pedir justiça e a prisão do cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, o advogado da família, Luis Felipe Perrone, revelou que o veículo que causou o acidente era alugado.
“Estamos aguardando a resposta de alguns ofícios, incluindo um enviado à locadora do veículo, solicitando o rastreamento do trajeto realizado antes do atropelamento. Essa informação é crucial para entendermos melhor os fatos que ocorreram”, afirmou Perrone.
Estado de saúde da mãe e cirurgias necessárias
Eliene de Santana Maia, de 33 anos, mãe de Guilherme, se encontra internada após o acidente, que ocorreu no dia 1º de janeiro no distrito de Bonfim Paulista. A mulher passou por cirurgias no braço e na bacia e está aguardando novos procedimentos médicos. Em um vídeo divulgado à EPTV, afiliada da TV Globo, ela comentou sobre seu estado de saúde, afirmando: “Não sei se vou precisar de mais cirurgia, mas estou em recuperação”.
O marido de Eliene, Albertino da Silva Filho, confirmou que ela passará por mais duas cirurgias na próxima segunda-feira, sem previsão de alta do hospital. “Ela está melhorando, mas as cirurgias são necessárias para sua recuperação completa”, disse Albertino.
O triste desfecho e as investigações em andamento
A tragédia foi capturada por câmeras de segurança e revela o exato momento em que o carro saiu da pista, atropelando mãe e filho. Guilherme, que tinha apenas seis anos, foi internado em estado gravíssimo no Hospital das Clínicas e teve sua morte confirmada na madrugada de domingo, deixando a família devastada.
O cantor Gustavo Perissoto de Oliveira se apresentou à polícia no dia seguinte ao acidente. Em depoimento, ele negou ter ingerido bebida alcoólica, mas admitiu ter se distraído com a central multimídia do veículo alugado. “Ele não tinha muita familiaridade com o carro e, ao sentir o impacto, pensou que tinha colidido com a proteção da estrada”, informou o delegado Ariovaldo Torrieri, do 7º Distrito Policial.
Marcelo Santos, um frentista que trabalha em um posto próximo ao local do atropelamento, relatou que clientes tentaram alertar Gustavo sobre o ocorrido, mas ele deixou o local sem prestar assistência às vítimas. O artista é investigado por homicídio culposo, o que significa que ele não teve a intenção de causar a morte, mas agiu de forma negligente. Até o momento, ele foi liberado devido à ausência de requisitos legais para uma prisão imediata.
A Polícia Civil já começou a ouvir testemunhas sobre o caso, buscando esclarecer todos os detalhes dessa ocorrência trágica.

