Crescimento das Cidades Médias
Entre 1950 e 2000, o Brasil presenciou um crescimento robusto de suas principais capitais, que hoje lideram a rede urbana do país. Atualmente, as 12 grandes metrópoles estão distribuídas entre as regiões: no Sudeste, São Paulo (22 milhões de habitantes), Rio de Janeiro (13 milhões) e Belo Horizonte (6 milhões); no Sul, Porto Alegre (4,2 milhões) e Curitiba (3,6 milhões); no Nordeste, Fortaleza e Recife, ambas com 4 milhões, e Salvador (3,7 milhões); no Norte, Belém e Manaus, com 2,7 milhões cada; e na Centro-Oeste, Brasília (4,35 milhões) e Goiânia (2,75 milhões), formando um conjunto com Anápolis que totaliza 7,6 milhões de habitantes. Juntas, essas metrópoles representam uma população de 73 milhões de pessoas, conforme dados estimados para 2025.
Contudo, ao longo deste século, o crescimento demográfico dessas 12 metrópoles estagnou. Em contraposição, as demais capitais estaduais, especialmente as dez que compõem áreas metropolitanas com população entre 1 e 2 milhões, apresentaram um dinamismo notável. Dentre elas, destacam-se Florianópolis e Vitória no Sul-Sudeste; São Luís, Natal, João Pessoa, Maceió, Teresina e Aracaju no Nordeste; e Cuiabá e Campo Grande no Centro-Oeste. Além disso, cinco capitais da Região Norte (Porto Velho, Macapá, Boa Vista, Rio Branco e Palmas) possuem entre 350 mil e 630 mil habitantes, totalizando 16 milhões de moradores nessas 15 cidades.
Centros Regionais em Ascensão
O crescimento populacional significativo tem se concentrado nos centros regionais do interior. Em São Paulo, por exemplo, no raio de 100 km da capital, existem sete grandes aglomerações urbanas (AU): Campinas (3,2 milhões), Santos (1,9 milhão), Sorocaba (1,6 milhão), São José dos Campos (1 milhão), Piracicaba-Limeira-Rio Claro (1,35 milhão), Jundiaí (1 milhão) e Taubaté (700 mil). Outras grandes AUs mais distantes incluem Ribeirão Preto (1,15 milhão) e São José do Rio Preto (500 mil), além das cidades de Araraquara, São Carlos, Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente e Araçatuba, com população variando de 250 mil a 400 mil habitantes.
No estado de Minas Gerais, as aglomerações urbanas de destaque são Uberlândia (900 mil), Juiz de Fora (700 mil), Divinópolis (560 mil), Ipatinga (500 mil), Montes Claros (450 mil) e Uberaba (360 mil). Outras cidades, como Governador Valadares e Sete Lagoas, apresentam populações entre 200 mil e 350 mil habitantes. No Rio de Janeiro, as AUs de Cabo Frio/Macaé abrigam 1,2 milhão de pessoas, enquanto Volta Redonda/Barra Mansa e Campos possuem cerca de 500 mil.
O Surpreendente Crescimento no Nordeste
No Nordeste, o fenômeno do crescimento das cidades médias é ainda mais impactante. Em áreas típicas do agreste e do sertão do Semiárido, surgiram 11 grandes AUs: Caruaru e Feira de Santana, ambas com 1 milhão de habitantes; Campina Grande (760 mil); e Petrolina/Juazeiro e Juazeiro do Norte/Crato, com 670 mil habitantes cada. Outras cidades como Vitória da Conquista e Ilhéus/Itabuna, com 500 mil, e Imperatriz, Mossoró, Sobral e Arapiraca, cada uma com cerca de 400 mil, também se destacam. Além disso, importantes centros regionais nordestinos como Parnaíba e Barreiras possuem populações na faixa de 200 mil habitantes.
Desafios e Oportunidades nas Regiões Norte e Centro-Oeste
As regiões Norte e Centro-Oeste apresentam centros regionais de menor porte, com cidades como Rondonópolis, Sinop/Sorriso, Dourados e Três Lagoas, que têm concentrações populacionais entre 200 mil e 350 mil habitantes. No total, as 77 AUs mencionadas acumulam cerca de 44 milhões de habitantes, todas com uma estrutura econômica robusta. Essas cidades atuam como centros comerciais e de serviços para suas regiões, além de algumas possuírem atividades industriais relevantes. Muitas contam com universidades e infraestrutura hospitalar referenciada, além de aeroportos movimentados e, em alguns casos, portos relevantes.

