Tribunal Mantém Condenação por Homicídio
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, por unanimidade, manter a condenação de 40 anos de prisão para o padrasto acusado de matar o menino Joaquim. O caso ganhou notoriedade em 2013, quando Joaquim foi encontrado sem vida no Rio Pardo, em Barretos (SP), cinco dias após seu desaparecimento em Ribeirão Preto. Durante o julgamento, a defesa alegou que o Ministério Público falhou em apresentar provas contundentes e pediu tanto a absolvição quanto a diminuição da pena.
O tribunal, no entanto, rejeitou os argumentos apresentados e confirmou que não houve falhas técnicas no julgamento do júri. Com essa decisão, a defesa já anunciou que irá recorrer a instâncias superiores, buscando uma nova análise sobre a pena imposta.
De acordo com as investigações, Longo utilizou uma dose excessiva de insulina, totalizando 166 unidades, para assassinar a criança, que já era diabética. Após o crime, o corpo foi descartado em um córrego nas proximidades da residência familiar. A gravidade dos atos levou à condenação do padrasto por homicídio qualificado, considerando o motivo fútil, o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o meio cruel utilizado na execução do crime.
Desde 2018, quando foi detido na Espanha pela Polícia Internacional (Interpol) e extraditado para o Brasil, Longo permanece encarcerado. A mãe de Joaquim, Natália Ponte Marques, também enfrentou acusações pelo homicídio, mas responde em liberdade. Ela foi considerada omissa por não ter impedido o convívio de seu filho com Longo, mesmo ciente de que o padrasto era usuário de drogas e apresentava comportamentos violentos.
O julgamento, que ocorreu em outubro de 2023, marcou uma década após o trágico falecimento de Joaquim. O processo durou seis dias, sendo que cinco deles foram dedicados a ouvir testemunhas e a reconstruir os eventos que levaram à morte da criança.

