Pesquisa Datafolha confirma favoritismo de Tarcísio em São Paulo
Faltando apenas três dias para a eleição, o Datafolha aponta o governador Tarcísio com 50% das intenções de voto em São Paulo, contra 33% do ex-prefeito fernando haddad. A vantagem do atual governador permanece sólida, considerando que a soma dos demais candidatos não supera sua estimativa individual.
Entre os concorrentes, Carlos Machado (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) aparecem com 2% cada, enquanto Izadora Dias registra 1%. Branco e nulo somam 7%, e os eleitores indecisos representam 3% do total. Na rodada anterior, realizada em 24 de setembro, Tarcísio também marcava 50%, e Haddad tinha 30%, o que indica crescimento do petista acima da margem de erro, enquanto o governador manteve sua posição.
Simulação de segundo turno e índices de rejeição
Na hipótese de um eventual segundo turno, o instituto mostra Tarcísio com 55% dos votos, contra 38% de Haddad. Neste cenário, brancos e nulos seriam 6%, e 1% permaneceriam indecisos. A margem de erro permanece em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Quanto à rejeição, o candidato do PT lidera com 45% dos eleitores que afirmam não votar nele, seguido por Tarcísio, com 29%. Os demais candidatos apresentam rejeição inferior a 25%, com Machado e Vera Lúcia em 21%, Izadora Dias em 20% e Vivian Mendes em 18%. Ainda, 4% dos entrevistados declararam que votariam em qualquer um dos candidatos, enquanto 3% rejeitam todos, e outros 4% não sabem.
Contexto e impacto das estratégias de campanha
A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de setembro com 1.610 eleitores paulistas acima de 16 anos. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código SP-01367/2026, foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, com nível de confiança de 95%.
Historicamente, São Paulo favorece os candidatos que lideram na última semana antes da eleição. Nos últimos 20 anos, apenas Fernando Haddad perdeu essa vantagem, sendo superado por Tarcísio em 2022. Durante a campanha, Haddad buscou desgastar a imagem do atual governador, criticando áreas como educação, saúde e segurança, além de questionar privatizações e concessões implementadas.
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Tarcísio, por sua vez, adotou uma abordagem técnica, destacando programas e entregas em seu horário eleitoral, sustentado por uma coligação com partidos de centro e direita. Além disso, ofereceu apoio formal ao senador Flávio Bolsonaro (PL), reduzindo a influência do bolsonarismo, que foi mais presente na eleição anterior.

