A Retrospectiva do Tricolor na Temporada de 2025
O ano de 2025 começou com a continuidade de Márcio Zanardi como técnico do Botafogo-SP. O treinador, contratado no final da Série B de 2024, conseguiu manter o time na divisão e foi autorizado a comandar a pré-temporada com total liberdade para contratar e moldar o elenco desde o início.
Com um histórico de boas campanhas no Paulistão à frente do São Bernardo, onde avançou até o mata-mata, Zanardi era visto como a esperança do Tricolor para brilhar no interior. Porém, a realidade foi diferente: a equipe conquistou apenas duas vitórias, somou cinco empates e sofreu cinco derrotas. No total, marcou oito gols e permitiu 13, finalizando a primeira fase na 13ª posição da tabela geral, ficando apenas duas colocações acima da zona de rebaixamento.
Apesar do desempenho insatisfatório, Zanardi foi mantido como treinador para a Série B. O elenco passou por pequenas alterações, com algumas dispensas e a chegada de novos reforços. Contudo, sua passagem acabou na oitava rodada, após uma derrota para o Operário-PR, levando à contratação de Allan Aal como novo comandante.
O início da gestão de Aal trouxe um alívio inicial, com o time saindo da zona de rebaixamento. Entretanto, a falta de consistência se tornou um problema, com uma sequência de seis jogos sem vitórias. Diante desse cenário, Aal também foi desligado do cargo. Além dele, outras mudanças ocorreram na equipe técnica: o zagueiro Edson foi expulso por agredir o lateral Zeca em um confronto contra o Coritiba, e o diretor de futebol Toninho Cecílio também deixou o clube.
A situação parecia desoladora, mas uma solução interna despontou como uma luz no fim do túnel. Ivan Izzo, que atuava como auxiliar, assumiu o comando na reta final da competição e conseguiu mobilizar o elenco para evitar o rebaixamento, alcançando a permanência na última rodada da Série B.
Trabalhando ao lado de Willians Alves, técnico do sub-20 como auxiliar, Izzo obteve um desempenho positivo em suas oito partidas no comando: foram três vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, garantindo ao Tricolor a 16ª posição, a primeira fora da zona de rebaixamento.
Um dos destaques da equipe foi Léo Gamalho, que chegou como reforço no meio do ano e se tornou uma peça chave em vitórias importantes. O goleiro Victor Souza também teve um papel fundamental, contribuindo para a defesa do time em momentos críticos.
A trajetória de Ivan Izzo foi uma verdadeira redenção. Inicialmente, ele havia sido escolhido para liderar a equipe na Copa Paulista, mas não resistiu à má campanha do elenco montado por Toninho Cecílio, que era voltado apenas para essa competição. Régis Angeli assumiu em seguida, mas não conseguiu levar o time à classificação. Ao final da Copa Paulista, o Tricolor registrou apenas duas vitórias, três empates e cinco derrotas, incluindo duas derrotas para o rival Comercial, somando oito gols feitos e doze sofridos ao longo do torneio.

