Trajetória de Nicolas Horta no setor de bares e restaurantes
Nicolas Horta, empresário à frente do Bar O Português, em Ribeirão Preto, assumiu a presidência da abrasel Alta Mogiana. Com mais de dez anos atuando no mercado de alimentação fora do lar, Horta conhece de perto os desafios enfrentados pelos estabelecimentos, desde a gestão das equipes até o controle rigoroso dos custos e o relacionamento com fornecedores.
O contato direto com a operação do próprio negócio foi o que aproximou o empresário da representação do setor. Participando da Abrasel, ele passou a contribuir em discussões sobre problemas comuns a diferentes estabelecimentos na região, ampliando sua visão sobre as necessidades do segmento.
Do dia a dia do restaurante ao comando da Abrasel Alta Mogiana
Ao longo de sua trajetória, Horta acompanhou questões fundamentais para o funcionamento dos bares e restaurantes, como a formação de equipes, o controle dos custos, a relação com fornecedores e o atendimento ao público. Isso o levou a identificar desafios que vão além da realidade de um único estabelecimento.
Com essa percepção, ele se envolveu mais profundamente na Abrasel, participando das discussões e ações que buscam soluções coletivas para o setor. “Muitos problemas que enfrentamos individualmente são comuns a todos os empresários do setor. Quando nos unimos, ganhamos força para dialogar com o poder público, criar parcerias e gerar oportunidades”, afirma Horta.
A experiência na entidade consolidou sua trajetória até a chegada à presidência da Abrasel Alta Mogiana, onde pretende aplicar seu conhecimento prático para fortalecer a representação regional.
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Prioridades da nova gestão e expansão regional
À frente da Abrasel, Nicolas Horta pretende ampliar os benefícios para os associados e aproximar a entidade da rotina dos empresários. Entre as ações previstas estão a qualificação profissional, a criação de oportunidades de negócios e o estreitamento das relações entre fornecedores e empresas do setor.
Ele destaca que a presidência não é um cargo de status, mas uma oportunidade de servir e dar continuidade a um trabalho essencial para o setor. “Quero ouvir os empresários, entender suas necessidades e tornar a Abrasel cada vez mais presente no dia a dia dos associados”, destaca.
Além disso, a expansão da atuação da Abrasel para cidades como Franca, São José do Rio Preto, Barretos, Araraquara e São Carlos está nos planos. O objetivo é aumentar a participação dos empresários e fortalecer a representatividade da entidade nas discussões sobre o setor de alimentação fora do lar.
Desafios econômicos e pressões sobre bares e restaurantes
O cenário econômico atual é um dos maiores desafios para a nova gestão. O aumento dos preços de alimentos e bebidas, os custos com mão de obra, energia e impostos pressionam as margens dos estabelecimentos.
Horta ressalta que manter a operação saudável diante desses aumentos constantes é o principal desafio. Ele reforça que vender mais não basta para garantir o resultado, sendo fundamental acompanhar de perto os custos, buscar produtividade e profissionalizar a administração.
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Mudanças no comportamento do consumidor e seus impactos
Além das pressões econômicas, o empresário observa alterações no comportamento do consumidor que influenciam o setor. Parte do público está saindo menos e fazendo escolhas mais seletivas ao consumir, inclusive com mudanças no consumo de bebidas alcoólicas entre gerações mais jovens.
Horta menciona ainda o crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras, que, na visão dele, já começam a impactar o volume de consumo no setor. Isso exige que bares e restaurantes repensem seus negócios, cardápios e estratégias para atrair o público.
Investimento em qualificação profissional para superar desafios
A dificuldade para contratar e manter profissionais qualificados é outra questão central para o setor. Para enfrentar esse desafio, a Abrasel mantém parcerias com instituições como o Senac, oferecendo cursos e capacitações aos trabalhadores do segmento.
Uma das metas da nova gestão é ampliar essas oportunidades, aproximando os treinamentos das demandas reais das empresas. “Quanto mais preparado estiver o profissional, melhor será o atendimento, a produtividade e o resultado de toda a empresa”, conclui Horta.

