Campanha Fevereiro Laranja e a Doação de Medula Óssea
O mês de fevereiro marca a campanha Laranja, que visa aumentar a conscientização sobre a doação de medula óssea em Rio Preto. A iniciativa tem como objetivo promover o cadastro de novos doadores, ressaltando que essa ação é simples e pode salvar vidas. Pessoas entre 18 e 35 anos, que apresentem boa saúde, estão aptas para se inscrever. Vale destacar que mesmo após a realização do cadastro, a convocação para a doação pode ocorrer até os 60 anos de idade.
João Victor Feliciano, chefe do setor de transplantes de medula óssea de um hospital local, assegura que o procedimento de doação é seguro. “O que fazemos é uma avaliação clínica. O importante é ter boa saúde, vontade de ajudar o próximo e realizar o cadastro”, declara o médico. Sua afirmação reforça a confiança no processo, que busca incentivar mais pessoas a se tornarem doadoras.
De acordo com Feliciano, a maioria dos pacientes que recebem transplantes de medula conseguem se curar, mas a compatibilidade genética é um desafio. Isso se deve à vasta diversidade genética presente no Brasil, consequência da miscigenação. “Alguns pacientes necessitam do transplante para curar a doença. Nem todas as leucemias requerem transplante, mas aqueles em casos mais graves, que não respondem aos tratamentos convencionais, precisam dessa ajuda”, explica.
Como se Tornar um Doador de Medula Óssea
O cadastro para doação pode ser realizado em bancos de sangue e hemocentros, como o Hemocentro de Rio Preto. Além disso, o processo pode ser iniciado pelo aplicativo do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), facilitando o acesso para aqueles que desejam contribuir.
A leucemia, que afeta os glóbulos brancos, é um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil. Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o país registra anualmente mais de 11 mil novos casos da doença. Diante desse panorama, especialistas destacam a importância de decidir se tornar um doador o quanto antes, uma vez que o cadastro só é permitido até os 35 anos.
Com a campanha Fevereiro Laranja, espera-se que mais jovens se mobilizem e se tornem doadores, ajudando a salvar vidas e a combater a leucemia de forma efetiva. O ato de se cadastrar como doador pode fazer toda a diferença na vida de quem necessita de um transplante, e essa é uma ação que pode ser feita por qualquer pessoa disposta a ajudar o próximo.

