Momentos de Glória e Emoção no Corinthians
É difícil mensurar a emoção que cada conquista do Corinthians traz para seus torcedores. Isso é ainda mais verdadeiro quando consideramos que cada vitória carrega um significado especial para os corintianos. Para um não-corintiano, a tarefa de elencar as finais mais emocionantes do clube pode ser ainda mais desafiadora, dada a rica história de triunfos. O Corinthians, bicampeão mundial, heptacampeão brasileiro e campeão invicto da Libertadores de 2012, possui uma trajetória que merece ser relembrada.
Entre essas conquistas, algumas se destacam, sendo impossível não mencionar a final de 13 de outubro de 1977. Essa data marca um capítulo importante na história corintiana, amplamente registrado em documentários pela produtora Canal Azul, que já produziu nove filmes sobre o clube. O primeiro deles, intitulado “Vinte e três anos em sete segundos”, retrata a ansiedade e a alegria do momento em que a espera de 22 anos por um título foi encerrada com um gol histórico de Basílio.
Finais que Marcaram Época
Outras finais memoráveis também merecem destaque. A emocionante disputa do Campeonato Brasileiro de 1998 contra o Cruzeiro, que se desenrolou ao longo de três partidas intensas, é um exemplo claro da paixão que o futebol provoca. Da mesma forma, a polêmica final do Campeonato Paulista de 2018, contra o Palmeiras, também deixou seu legado. O gol de Viola em 1988, que garantiu a vitória contra o Guarani, é outra lembrança que permanece viva na memória dos torcedores.
O bicampeonato brasileiro de 1999, obtido antes do Mundial de 2000 contra o Atlético Mineiro, também é um marco significativo. E não podemos esquecer a final do Campeonato Paulista de 1999, que terminou de forma dramática com embaixadas de Edilson, um momento que estabeleceu ainda mais a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras.
Conquistas que Transcendem Gerações
A décima final mais emocionante, segundo muitos torcedores, ocorreu no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, em 2001. Naquele dia, o Timão enfrentou o Botafogo em busca do título paulista, enquanto a presença do ídolo Sócrates tornava tudo ainda mais especial. Sócrates, que se tornou um ícone da Democracia Corinthiana, estava ao lado de muitos corintianos enquanto comentava os jogos decisivos do Paulista de 1995.
A final que evitou um tricampeonato do Palmeiras em 1995 é outro exemplo de superação. A vitória de virada, marcada por um golaço de Elivelton, foi a redenção em meio a um momento em que o Palmeiras acumulava conquistas sobre o Timão. Embora não tenha sido mata-mata, a rivalidade e a emoção estavam presentes como em quaisquer outras finais.
A Última Conquista até 1977
Em 2011, a emoção tomou conta do Pacaembu quando, ao mesmo tempo que celebrávamos a vida de Sócrates, o Corinthians se tornava campeão brasileiro. Naquele dia, o time homenageou o ídolo levantando os punhos em celebração. O Timão, que já havia sido campeão do quarto centenário de São Paulo, fez história mais uma vez ao conquistar o título e garantir um lugar no Mundial da FIFA. Embora a temporada tenha sido desgastante, a vitória se concretizou com um desempenho excepcional, especialmente do goleiro Cássio, que se destacou em momentos decisivos.
O ano de 2012, por sua vez, trouxe uma realização histórica: o título da Libertadores, que há tanto tempo escapava das mãos corintianas. A trajetória até a conquista foi recheada de desafios, mas culminou em um jogo memorável contra o Chelsea, onde Cássio e Guerrero se tornaram os heróis da nação corintiana. Em cada partida, a luta do Timão se refletiu nas arquibancadas, onde a torcida vibrava a cada jogada.
A Emoção de 1977
Por fim, não podemos deixar de mencionar a final de 1977, que permanece na memória de todos os corintianos. Após 22 anos sem conquistar títulos, o gol de Basílio é lembrado com carinho. O jogo, repleto de tensão, culminou em um momento de pura alegria quando Basílio finalmente quebrou a fila. As lembranças de cada jogada, cada defesa e cada apelo da torcida fazem de 13 de outubro uma data que sela a história corintiana para sempre.

