Mudanças na Fiscalização de Trânsito em Ribeirão Preto
Na última semana, o prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva, do PSD, anunciou uma significativa alteração na fiscalização do trânsito da cidade. A partir de agora, os radares móveis serão substituídos por equipamentos fixos. A nova licitação prevê a instalação e manutenção de 70 radares fixos, 40 radares híbridos, 40 redutores eletrônicos, cinco Leitores Automáticos de Placas (LAPs) para faixas exclusivas e duas lombadas eletrônicas móveis.
A sessão do pregão 007/2025 está agendada para o dia 12 de janeiro, com início às 9h30, na sede da RP Mobi, responsável pela gestão do trânsito na região.
Detalhes do Novo Sistema de Fiscalização
Conforme o edital, a empresa vencedora irá instalar, operar e realizar a manutenção do sistema de fiscalização, que será integrado à RP Mobi. Os novos radares fixos operarão ininterruptamente, monitorando a velocidade dos veículos nas ruas e avenidas da cidade
Além disso, os equipamentos híbridos contarão com funcionalidades adicionais, como a fiscalização do sinal vermelho e a verificação de paradas irregulares sobre a faixa de pedestres. O novo sistema de LAP também terá a capacidade de monitorar as faixas exclusivas, dedicadas aos ônibus do transporte público, registrando imagens da parte frontal e traseira dos veículos que infringirem as regras.
Os redutores eletrônicos, por sua vez, não apenas detectarão a velocidade, mas também informarão ao motorista, através de um dispositivo luminoso nas cores verde e amarelo, se estão respeitando os limites de velocidade.
Críticas do Sindicato dos Agentes de Trânsito
Em um comunicado, o sindicato expressou repúdio às declarações de Ricardo Silva, que utilizou termos como “indústria da multa”, “multa abusiva” e “multa escondida”.
O Sindviários destacou que a questão principal não é apenas a decisão administrativa, mas a maneira irresponsável pela qual o anúncio foi feito. Ao criticar publicamente um sistema de fiscalização que ele mesmo mantém e autoriza, o prefeito deslegitima o trabalho dos agentes de trânsito e transfere a responsabilidade política para os servidores, criando um ambiente de hostilidade contra profissionais que executam seu trabalho conforme a lei.
Além disso, o sindicato lembrou que, nos últimos anos, os agentes de trânsito de Ribeirão Preto enfrentaram situações de violência, incluindo agressões físicas, ameaças de morte, apedrejamentos, furtos de equipamentos e danos a viaturas durante o desempenho de suas funções.

