Homicídio e Furto: Justiça de Ribeirão Preto Impõe Penas Severas
Geroldo foi sentenciado por homicídio triplamente qualificado, caracterizando o crime como praticado por motivo fútil, com extrema crueldade e uso de métodos que dificultaram a defesa da vítima. A pena foi endurecida devido à idade avançada da vítima, uma idosa.
Além da condenação por homicídio, o réu enfrentou uma pena adicional de um ano e seis meses por furto. Desde a ocorrência do crime, Geroldo se encontra em prisão preventiva, sem possibilidade de recorrer em liberdade.
Durante o processo judicial, a Justiça estabeleceu medidas protetivas de caráter indeterminado, impedindo Geroldo de se aproximar da família da vítima. A defesa do réu apresentou vários pedidos para que ele pudesse responder ao processo em liberdade, mas todas as solicitações foram indeferidas.
Nesta segunda-feira, a defesa confirmou que pretende recorrer da sentença e apresentará um recurso de apelação, buscando levar o caso a um novo júri.
Conforme o boletim de ocorrência, em agosto de 2024, uma das filhas da idosa encontrou a mãe caída de bruços com ferimentos na cabeça na garagem de sua residência. A filha acionou o socorro médico, mas, infelizmente, a mãe já estava sem vida.
A filha observou também que havia uma substância semelhante a pó de cimento sobre o corpo da mãe e notou que um saco plástico com o mesmo material guardado no armário estava com o conteúdo parcialmente utilizado.
A Polícia Civil, ao investigar a cena, encontrou evidências de violência contra a idosa e descobriu que cartões bancários e o celular dela haviam sido subtraídos. Além disso, foram constatadas compras de pequeno valor realizadas com os cartões, e o celular da vítima havia sido ativado por outra pessoa, que afirmou ter adquirido o aparelho por R$ 300.
Com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, a investigação levou à identificação do suspeito, que era namorado de uma das filhas da vítima, Maria Angela.
Em setembro de 2024, a Justiça expediu um mandado de prisão que foi cumprido em uma residência localizada no Jardim Artártica, onde Geroldo foi detido.
Durante seu depoimento à Polícia Civil, o réu confessou ter agredido a idosa até a morte após um desentendimento. A relação entre genro e sogra não era amigável, conforme revelou a investigação.

