O Caso de Violência Contra a Jovem em Ribeirão Preto
Uma jovem de 19 anos, que foi brutalmente espancada pelo ex-namorado na portaria do seu condomínio em Ribeirão Preto, São Paulo, vive em constante medo após o ataque. O incidente, que foi registrado por câmeras de segurança, deixou marcas não só físicas, mas também emocionais. A vítima, que prefere não ser identificada, agora teme sair de casa e se readaptar à sua rotina normal.
Segundo a advogada Daiane Mariane Fucuta Lima Vieira, que representa a jovem, uma medida protetiva de urgência foi concedida pela Justiça. No entanto, a efetividade dessa proteção está em dúvida, uma vez que o paradeiro do agressor, Carlos Eduardo Galdino, de 21 anos, é desconhecido. “Ela não está trabalhando, não está saindo de casa, está muito temerosa. Ela tem medo que ele apareça para terminar o que começou”, afirmou a advogada. A falta de notificação do suspeito complicou ainda mais a situação, deixando a vítima insegura quanto à sua proteção legal.
O vídeo que circulou nas redes sociais revela a brutalidade do ato. A jovem foi agredida durante 180 segundos, e o desfecho poderia ter sido trágico. “Foi uma sorte ela não ter morrido, pois a violência foi extrema. As imagens mostram claramente a intenção do agressor de desfigurar e até matar a vítima”, declarou Daiane.
Momentos de Terror em Plena Luz do Dia
O ataque ocorreu no dia 25 de dezembro, véspera de Natal, em plena luz do dia. Nas gravações, é possível ver o agressor se aproximando rapidamente da jovem, que estava sentada em um banco. Ao notar a presença dele, a vítima tentou se refugiar dentro do prédio, mas o homem arrombou a porta e partiu para as agressões, utilizando socos e chutes, enquanto puxava os cabelos dela.
O desentendimento entre eles se originou de uma simples mensagem não respondida na noite anterior. O casal tinha um relacionamento de dois anos, mas se separaram há um mês. Carlos Eduardo, no entanto, não aceitava o término e acabou recorrendo à violência como forma de controle. O histórico do relacionamento, segundo a advogada, sempre foi marcado por abusos, e mesmo após a separação, ele continuou mantendo uma situação de dominação econômica sobre a vítima.
Uma Realidade de Controle e Medo
Daiane explica que a jovem, que tem um filho pequeno, enfrentava dificuldades devido à manipulação do agressor. “Ele dizia que se ela não fizesse o que ele queria, a mãe dele não cuidaria mais do filho dela enquanto trabalhava,” relatou a advogada. Essa situação a forçava a escolher entre garantir a subsistência do filho ou se manter livre da influência opressiva do ex-namorado.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Delegacia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto está à frente da investigação do caso. A expectativa é de que as autoridades possam localizar o agressor e garantir que a jovem receba a proteção necessária.
Este caso é um exemplo gritante da realidade de muitas mulheres que enfrentam a violência doméstica e suas consequências devastadoras. A luta da jovem para recuperar a normalidade em sua vida é uma preocupação que deve ser levada a sério, refletindo a urgência de discutir e combater a violência contra a mulher em nossa sociedade.

