A Defesa de Adenilson Ferreira Parente
No final de março, a advogada de Adenilson Ferreira Parente apresentou um documento à justiça, no qual ele expressa sua crença na inocência da namorada, Larissa de Souza. O conteúdo da carta foi anexado ao processo que investiga o caso, que ganhou novos desdobramentos após a solicitação do Ministério Público por investigações adicionais.
Adenilson, que precisou ser internado na UTI após consumir açaí em uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona leste de Ribeirão Preto, fez questão de reafirmar sua posição. “Reafirmo tudo o que disse para a polícia quando estava no hospital. Acredito muito que minha esposa não tentou me envenenar e jamais quero vê-la processada ou presa”, escreveu ele na carta.
Circunstâncias do Incidente
O jovem passou por um momento crítico em fevereiro, quando foi hospitalizado após ingerir o açaí. Felizmente, Adenilson se recuperou e encontra-se bem agora. No entanto, o caso tomou um rumo complicado, uma vez que Larissa chegou a ser indiciada por tentativa de homicídio após a descoberta de chumbinho, uma substância tóxica, no açaí que ele consumiu. A Promotoria, visando esclarecer a situação, solicitou mais informações à Polícia Civil sobre a origem da contaminação.
Além disso, foram ouvidos depoimentos de uma irmã de Adenilson e da funcionária da loja que vendeu o açaí. A suspeita da Promotoria gira em torno da possibilidade de que Larissa tentasse eliminar Adenilson para ficar com R$ 20 mil que ele havia recebido pela venda de um veículo.
Detalhes da Carta e da Investigação
Na carta, Adenilson também esclareceu que, no dia do incidente, não houve nada que o fizesse suspeitar que seu copo havia sido adulterado. “Quando eu fui comer meu açaí, ele estava lacrado da forma que pegamos na loja. Já comi açaí e sei verificar quando ele está mexido. Acredito que Larissa não tenha tentado adulterar meu açaí”, afirmou.
O jovem finalizou seu relato expressando o desejo de que a situação se resolvesse rapidamente, destacando o estresse e a tristeza que essa situação trouxe para ambos. “Essa situação tem causado muito transtorno e tristeza a mim e minha esposa. Buscamos ficar em harmonia e paz”, concluiu.
A Avaliação do Ministério Público
O promotor de Justiça Eliseu Berardo, responsável pelo pedido de novas investigações, comentou que, apesar de a carta não ter impacto imediato nas diligências, ela pode ter relevância em um julgamento futuro. “Para a apuração do crime, neste momento, a carta não tem peso nem interfere nas diligências, que ocorrem independentemente da vontade da vítima. Não é um crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima”, explicou o promotor.
Além disso, Berardo apontou que, se o caso for levado a um júri popular, a carta pode influenciar a decisão dos jurados. “Esse posicionamento dele poderá sim ter influência perante um conselho de sentença, se esse caso for levado ao tribunal popular, porque os jurados vão conhecer os fatos e saberão que a própria vítima não deseja a condenação”, analisou.
A situação continua a ser acompanhada pelas autoridades em Ribeirão Preto, que buscam esclarecer todos os detalhes do que realmente ocorreu no dia fatídico em que Adenilson ingeriu o açaí envenenado.

