Conflitos e ajustes durante ato de Lula na Avenida Paulista
O presidente Lula encerrou sua campanha em São Paulo acompanhado pelo candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e pela chapa paulista liderada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Após uma semana de negociações e entraves com a prefeitura, o trajeto definido partiu da Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais da capital, até a Praça da República, no Centro.
Durante a concentração, houve um princípio de tensão entre a organização do ato e a Polícia Militar. Organizadores reclamaram que a PM impedia o percurso combinado da caminhada. Laércio Ribeiro, presidente municipal do PT, orientou os participantes a permanecerem próximos ao caminhão de som enquanto a polícia solicitava que a estrutura seguisse adiante. A situação gerou hostilidade entre parte da militância e os policiais, que posteriormente se afastaram. A Polícia Militar divulgou nota afirmando que não houve impedimento e que os policiais apenas faziam o balizamento para garantir a circulação de veículos.
Autorização judicial e disputas sobre o trajeto
O ato chegou a ser questionado pela Prefeitura de São Paulo, que informou inicialmente que a Avenida Paulista não poderia receber eventos nos dias 3 e 4 de outubro, seguindo orientações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para preservar a circulação durante o período eleitoral. Na sexta-feira, o TRE-SP autorizou a caminhada, desde que as vias não fossem bloqueadas e que a organização seguisse as determinações da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
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Atos de Flávio Bolsonaro e aliados em Americana
Enquanto isso, na Rodovia Luiz de Queiroz, Flávio Bolsonaro, ao lado do governador Tarcísio de Freitas e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), percorreram o trajeto em direção a Americana. Eles acenaram para apoiadores que os acompanhavam em carros e motos. Originalmente previsto como uma motociata na capital, o evento foi deslocado devido a questões logísticas e de segurança, conforme avaliação de aliados. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) havia anunciado o ato na semana anterior.
Tarcísio compartilhou nas redes sociais um vídeo ao lado de Flávio Bolsonaro, chamando-o de “próximo presidente da República” e reforçando o pedido de votos para os dois e para os candidatos ao Senado.
Pesquisa Datafolha mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro
A pesquisa Datafolha divulgada no dia 2 indica Lula numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, contra 38% do opositor Flávio Bolsonaro (PL). A margem de erro de dois pontos coloca os candidatos em empate técnico. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.

