Foco nos maiores colégios eleitorais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva direciona sua agenda nos últimos dias de campanha para os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos representam 40% do eleitorado brasileiro. Além desses estados, a estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT) também abrange Bahia, Pernambuco e Ceará, buscando alcançar eleitores indecisos e reconquistar aqueles que já votaram na sigla no passado.
Mobilização intensa e presença nas ruas
A coordenação da campanha concentra esforços especialmente nas capitais e regiões metropolitanas desses seis estados, onde o PT acredita ter potencial para recuperar votos perdidos em disputas anteriores. Essa movimentação ocorre em um contexto de confronto direto com o principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), que apresenta forte presença nas mesmas regiões.
Nos dias 2 e 3 de outubro, a campanha promove a iniciativa “48 horas com Lula”, convocando militantes para intensificar a busca por votos tanto presencialmente quanto nas redes sociais. A orientação é realizar atividades de contato direto, como visitas porta a porta, carreatas, caminhadas, panfletagem, adesivação e bandeiraço em locais de grande circulação.
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Agenda de Lula nos dias decisivos
Além da mobilização da militância, o presidente Lula estará pessoalmente presente nos três estados prioritários. Na sexta-feira, ele participará de um ato na Candelária, no Rio de Janeiro, pela manhã, e à tarde estará na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. No sábado, encerrará a agenda próxima à Avenida Paulista, em São Paulo.
Estratégia para desgastar adversários
A campanha do PT também planeja aumentar a rejeição a Flávio Bolsonaro, com foco especial no eleitorado feminino. No último programa de TV, será exibido o caso da menina Ana Clara Machado, de cinco anos, que morreu após ser baleada em Niterói (RJ) por um policial militar em 2021, caso no qual Flávio atuou como advogado do acusado. A campanha questiona a defesa do policial para sensibilizar eleitores, exibindo fotos da vítima.
Outra frente é evitar que o voto útil migre para o senador Flávio Bolsonaro entre eleitores que apoiam Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). Para o PT, é essencial que esse segmento de eleitores não considere Flávio como segunda opção.
Foco em grupos específicos do eleitorado
O presidente Lula também busca atingir grupos eleitorais específicos, como os idosos. Uma medida do governo que permite que o voto nas eleições funcione como prova de vida para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem esse objetivo de estimular o voto entre eleitores mais velhos.
A campanha fará uma ofensiva para garantir que eleitores com mais de 70 anos, tradicionalmente mais favoráveis a Lula, compareçam às urnas. No caso das mulheres, o foco está nas mães de classe média, beneficiárias do Bolsa Família e chefes de família. Dados do Datafolha indicam que 47% das mulheres nesse último grupo afirmam votar em Lula, contra 27% que declararam apoio a Flávio Bolsonaro.

