Decisão Polêmica e Clima Tenso
No duelo entre Mirassol e Bahia, a arbitragem se tornou o centro das atenções após o juiz deixar o gramado sob proteção de 13 policiais militares. O episódio, que ocorreu enquanto torcedores do Leão proferiam xingamentos, levantou sérias discussões sobre a atuação do árbitro. O vice-presidente do Mirassol, Juninho Antunes, e o executivo Paulinho estavam presentes, demonstrando indignação com a situação e realizando chamadas telefônicas para expressar sua insatisfação.
A controvérsia teve início nos momentos finais da partida, especificamente aos 43 minutos do segundo tempo, quando o Bahia marcou o segundo gol. O atacante Gilberto fez uma carga nas costas do jogador Negueba, que caiu no gramado. Mesmo com a clara falta, o árbitro, credenciado pela FIFA, não a assinalou. O VAR, sob a supervisão de Wagner Reway, também não interveio, o que deixou os jogadores e a torcida da casa ainda mais frustrados. O gol, marcado por Sanabria, selou a vitória para os visitantes.
Após a situação crítica, o jogo ficou paralisado por cerca de dez minutos. O Mirassol, em protesto, se recusava a reiniciar a partida. Durante esse tempo, o técnico Rafael Guanaes e o meia Eduardo, que estava no banco, foram expulsos por protestarem contra a decisão. Além deles, o lateral-esquerdo Reinaldo, da reserva, foi visto pedindo aos companheiros que deixassem o campo como forma de protesto contra a arbitragem.
Quando o apito final foi dado, a tensão se manteve. O árbitro, natural de Minas Gerais, permaneceu em campo por mais de 30 minutos, cercado por um forte contingente policial. Curiosamente, durante todo esse tempo, o telão do estádio não parava de repetir a imagem do lance que gerou a discórdia, mostrando a falta não marcada no jogador Negueba.
Um representante do Mirassol não economizou nas críticas: “É vergonhoso. Sempre que a arbitragem vem aqui, alguma coisa acontece, mas somos nós que pagamos o preço. Na carga do Ademir, ele deu pênalti, e na do Negueba não teve nada. No final, ele ainda teve a audácia de nos dizer para ir chorar no vestiário.”

