O Retorno da Diva dos Muppets
Miss Piggy, a famosa porquinha dos Muppets, está de volta em grande estilo. Um novo filme, protagonizado por Jennifer Lawrence e Emma Stone, está em desenvolvimento, enquanto um especial do “The Muppet Show” foi recentemente lançado na Disney+ e na ABC, na quarta-feira, dia 4. Neste especial, Miss Piggy assume o papel central, oferecendo seus comentários sarcásticos e aristocráticos em um esquete ambientado na era da Regência. Ela interrompe um dueto entre Kermit e Sabrina Carpenter, entregando ao público exatamente o que eles querem: sua presença cheia de personalidade.
Para Eric Jacobson, a voz e manipulador da personagem, dar vida a essa porquinha glamourosa tem sido o papel mais marcante de sua carreira. Ao longo das últimas décadas, Jacobson se destacou como a voz de outros Muppets icônicos, como Bert, Grover e Oscar, o Rabugento, da “Vila Sésamo”. No entanto, em uma recente entrevista, ele destacou que Miss Piggy ocupa um espaço único na cultura pop:
— Ela está em outra magnitude, como ela mesma diria.
A Evolução de Miss Piggy
A história de Miss Piggy começou como uma personagem secundária em pilotos não realizados dos Muppets em 1975. Desenhada e construída por Bonnie Erickson, que na infância vivenciou a criação de porcos, a boneca foi esculpida em um cubo de espuma macia. Erickson, em seu trabalho, priorizou a criação de olhos que parecessem expressivos e reais, um detalhe que se tornou marcante na imagem da personagem:
— Eu queria que ela tivesse olhos expressivos que transmitissem emoções — revelou Erickson.
Com o lançamento do “Muppet Show” em setembro de 1976, Miss Piggy rapidamente se destacou. A icônica cena em que ela dá um golpe de caratê em Kermit, ao invés de apenas um tapa, inovou e solidificou sua personalidade forte e impulsiva. Frank Oz, o manipulador da marionete, adicionou profundidade à sua narrativa, revelando um passado trágico e uma relação complicada com sua mãe, o que tornava a personagem ainda mais humana e relacionável.
O Ascenso à Fama
O filme “Os Muppets no cinema” (1979) catapultou os personagens a um novo patamar de relevância cultural, transformando os sonhos de Miss Piggy em realidade. O ano de 1980 ficou conhecido como “O Ano de Piggy”, com capas de revistas como Life e People destacando a porquinha. Durante esse período, ela lançou uma série de calendários, estrelou em um livro best-seller intitulado “O guia de Miss Piggy para a vida” e até fez um especial de televisão. A gama emocional da personagem conquistou o público de tal forma que o The New York Times chegou a afirmar que sua expressividade era incomparável.
Jacobson reflete sobre a complexidade da personagem, destacando a mistura de características masculinas e femininas que fazem de Miss Piggy uma figura tão adorada:
— Ela anseia por coisas como todos nós. Isso a torna única e universal ao mesmo tempo.
O Legado de Miss Piggy
A devoção dos fãs a Miss Piggy é quase um culto, como observa Jacobson, que frequentemente se depara com admiradores que desejam receber seu famoso golpe de caratê:
— É fascinante ver uma sala cheia de pessoas, desde jornalistas a celebridades, esperando para receber um golpe de uma porquinha.
O novo especial do “Muppet Show” traz Miss Piggy de volta ao formato de show de variedades que tanto a consagrou, com uma série de performances divertidas, a clássica música-tema e o tradicional caos nos bastidores. Alex Timbers, o diretor vencedor do Tony, ficou encarregado de trazer essa nova visão dos Muppets:
— É uma grande responsabilidade ajudar a Miss Piggy a brilhar novamente. Ela tem sido uma influência para gerações de fãs e comediantes — afirmou.
A roteirista Albertina Rizzo expressou a honra de sua equipe em criar novas falas para essa heroína da comédia, destacando a importância cultural que Miss Piggy representa até os dias de hoje.

