Fatos e Revelações Chocantes sobre o Caso
A tragédia envolvendo a morte de Sophia Emanuelly de Souza, apenas 3 anos, deixou a comunidade de Ribeirão Preto (SP) em estado de choque. O que tornou este caso ainda mais alarmante foi o fato de que um dos suspeitos do crime é José dos Santos, seu avô, que deveria ser o responsável por sua proteção. Sophia vivia com o avô e sua companheira, Karen Tamires Marques, desde 2024, e ambos estão atualmente presos em caráter preventivo, sendo investigados por homicídio triplamente qualificado.
Um laudo do Instituto Médico Legal (IML), confirmado na sexta-feira (20) e elaborado três dias após a morte da menina, revelou que ela faleceu no dia 17 de fevereiro, na terça-feira de Carnaval, por asfixia mecânica decorrente de estrangulamento. Além disso, hematomas de diferentes colorações encontrados no corpo de Sophia indicaram sinais evidentes de maus-tratos e tortura.
Na quarta-feira (18), Karen, em depoimento à Polícia Civil, admitiu que esganou a criança ao colocá-la para dormir, argumentando que a menina se recusava a comer. Segundo a polícia, as agressões eram frequentes e a situação preocupante.
Investigação e Contexto Social
O Ministério Público abriu um inquérito civil para investigar uma possível omissão por parte de membros dos conselhos tutelares e da Secretaria Municipal de Assistência Social no caso. Curiosamente, Sophia não estava registrada em nenhuma instituição educacional e tampouco participava de programas sociais.
Identidade da Vítima e Suas Circunstâncias de Vida
Até o momento, a identidade da menina, Sophia Emanuelly de Souza, é bem conhecida. Ela nasceu em Cerqueira César, uma cidade localizada na região de Itapetininga, em 2022, e completaria 4 anos em 11 de abril. Desde 2024, a menina residia em um apartamento no Parque São Sebastião, zona Leste de Ribeirão Preto, sob os cuidados de José e Karen.
De acordo com informações fornecidas pela Polícia Civil, Karen não tinha afinidade com Sophia e frequentemente a agredia. A situação se agravou ao ponto de a mulher confessar que, em sua ira, esganou a criança para que ela se alimentasse, um detalhe que revela a gravidade do estado emocional em que se encontrava. O delegado Sebastião Vicente Picinato comentou sobre a falta de empatia demonstrada pela suspeita: “Ela não gostava da criança e, por isso, sempre a rejeitava.”\
Além disso, Sophia não frequentava a escola e não recebia atendimento na rede pública de saúde desde 2023, o que levanta questões sobre a supervisão do bem-estar da criança.
Motivos e Circunstâncias em Torno da Residência com o Avô
A decisão de José de assumir a responsabilidade pela guarda de Sophia ocorreu após a mãe da menina perder a custódia. Ele alegou à polícia que a filha era usuária de drogas, o que o levou a cuidar da neta. Até a última atualização, o corpo de Sophia permanecia no IML, aguardando a liberação por algum familiar, o que impedia a realização do sepultamento.
Duração dos Maus-Tratos e Descoberta do Caso
O delegado responsável acredita que os sinais de maus-tratos se arrastavam por um período superior a um mês, considerando os hematomas de várias colorações encontrados no corpo da menina. A detecção do caso ocorreu quando José levou a criança à UPA na Avenida Treze de Maio, onde ela já chegou sem vida. O avô alegou que Sophia havia passado mal durante o trajeto, mas a equipe médica constatou que a morte ocorreu há pelo menos 12 horas.
Desdobramentos Legais e Investigativos
A polícia foi acionada e, naquela mesma noite, os agentes visitaram o apartamento da família. José e Karen foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento no crime e, após audiência de custódia, tiveram suas prisões convertidas em preventivas. A defesa de José argumenta que ele é inocente e implicou que Karen poderia estar mentindo sobre as agressões.
O boletim de ocorrência, inicialmente registrado como tortura resultante em morte, deve ser alterado para homicídio triplamente qualificado, incluindo motivos como crueldade e impossibilidade de defesa da vítima. O delegado enfatizou a gravidade da situação: “Matar uma criança por motivos fúteis é inaceitável.” Este caso, além de ser uma tragédia pessoal, tem repercutido amplamente na sociedade ao expor falhas na proteção de crianças vulneráveis.

