Mostra amplia acesso à cultura com diversas atividades gratuitas
Entre os dias 8 e 25 de outubro, Ribeirão Preto recebe a segunda edição da Mostra de Artes Cênicas PIC na Quebrada. O evento distribui uma programação rica e diversa por diferentes bairros da cidade, oferecendo teatro, oficinas, saraus e slam, com o objetivo de fortalecer a produção artística independente e ampliar o acesso à cultura para a população local.
As atividades acontecem em espaços como o CEU das Artes, a Escola Estadual Professor Doutor Domingos João Baptista Spinelli e o Centro Cultural Arteia, e incluem tanto ações abertas ao público quanto atividades exclusivas para estudantes da instituição de ensino. A iniciativa reúne grupos culturais da região e também o Projeto Jovens Pesquisadores, que atua no bairro de Pradópolis.
Parcerias fortalecem o evento e valorizam a cultura local
Eduardo Adriano, produtor executivo e um dos idealizadores da mostra, ressalta a importância das parcerias firmadas nesta edição. “O envolvimento de diversos grupos culturais traz uma força coletiva fundamental para a realização da mostra. Estou muito feliz com essa união, pois são muitas mãos colaborando para que tudo aconteça”, comenta.
Ele também destaca a relevância do projeto para a cidade. “Ribeirão Preto tem uma cultura vibrante, mas enfrenta desigualdades sociais que limitam o acesso de muitos às atividades culturais. O PIC na Quebrada nasce exatamente para garantir que a cultura seja acessível, gratuita e frequente para todos”, explica Adriano.
A organização é do Núcleo Aberto de Teatro Experimental Nascimento (Naten), com apoio do Centro Cultural Arteia e realização da Secretaria de Cultura e Turismo de Ribeirão Preto. Detalhes sobre a programação estão disponíveis nos perfis do Naten e do Arteia no Instagram.
Leia também: TVE apresenta documentário ‘Not Dead’ sobre a Cultura Punk na Bahia
Fonte: feirinhadesantana.com.br
Leia também: Tianguis Cultural Zombie retorna à Rua 24 Horas com arte e música alternativa em Curitiba
Fonte: curitibainforma.com.br
Programação diversificada traz teatro, oficinas e saraus para diferentes públicos
A mostra inicia suas atividades no dia 8 de outubro com a peça “Pequenópolis e o Gigante Bailarino”, apresentada pela Cia. A DitaCuja na Escola Estadual Professor Doutor Domingos João Baptista Spinelli. A história acompanha Míope Júnior, o último gigante de sua dinastia, e aborda temas do cotidiano dessa comunidade fictícia. A apresentação é destinada exclusivamente aos estudantes da escola.
No mesmo dia, também na escola, acontece a oficina “Corpos em Cena: Negritude e Teatro”, conduzida por Camila Telles, da Cia. Quadro Negro. Voltada para estudantes do ensino médio, a atividade propõe reflexões sobre identidade, racismo, representatividade e autoria negra por meio de jogos teatrais e improvisações.
Outras oficinas marcam a programação, como a “Oficina de Teatro para Atores e Não Atores”, dirigida por Eduardo Adriano no CEU das Artes, que combina técnicas do Teatro do Oprimido e da improvisação para estimular a expressão artística, e “Desatando NÓS: Entre o Querer e o Fazer Teatral”, ministrada por Bolinha Monteiro no Centro Cultural Arteia, que trabalha barreiras emocionais como medo e vergonha.
Espetáculos e saraus refletem temas sociais e culturais contemporâneos
O Teatro Experimental Marginal (TEM) apresenta “Ratos”, um espetáculo que discute fome e sobrevivência, narrando a luta de personagens presas em um espaço limitado. A peça será encenada na escola estadual e é destinada a um público a partir de 16 anos.
Leia também: Setorial Rock Shots transforma a história do rock de Brasília em websérie documental
Fonte: gpsbrasilia.com.br
O projeto “Digam Seus Nomes” surge da oficina de Teatro Juvenil do Projeto Jovens Pesquisadores e propõe uma reflexão sobre justiça e o direito à voz e proteção, com apresentação marcada para o CEU das Artes.
O “Slam Travessia” reúne poetas locais para uma noite de versos e experiências no Complexo Ribeirão Verde, um convite para o público se conectar com a poesia urbana e a cultura periférica.
Encerramento com espetáculos que dialogam com a vida cotidiana e a arte
O PIC Sarau, que acontece no Centro Cultural Arteia, traz uma variedade de atrações, entre elas performances poéticas, musicais e teatrais. Já o espetáculo “Nosso Canto em LÁr Maior”, da Cia. Nós Mesmos que Somos a Gente, aborda, com humor e poesia, as dificuldades da vida a dois e o trabalho artístico, narrando a história do casal de artistas Zóia e Lombriga.
Com atividades gratuitas e abertas ao público em diversos espaços, a Mostra de Artes Cênicas PIC na Quebrada reafirma seu compromisso de aproximar a arte da comunidade, oferecendo um panorama que valoriza a diversidade cultural e o protagonismo local.

