Perfil das mulheres endividadas e apostas na região
Mulheres representam 50,6% dos endividados que participaram de uma pesquisa sobre apostas online na região de Ribeirão Preto, superando em oito pontos percentuais a média nacional. A pesquisa, realizada pela plataforma Acordo Certo, ouviu 237 pessoas com dívidas cadastradas entre 31 de julho e 28 de setembro de 2026, em 21 municípios da Macrorregião 2, incluindo cidades como Ribeirão Preto, Franca e Sertãozinho.
Entre os entrevistados, 35,4% têm 55 anos ou mais, mostrando que o perfil dos apostadores endividados é diverso em faixa etária. A divisão por gênero foi quase equilibrada, com 49,4% de homens. A pesquisa destaca que a participação feminina na região é expressiva, indicando maior envolvimento das mulheres com apostas mesmo em cenário de endividamento.
Comportamento e preferências nas apostas
O estudo identificou dois perfis claros entre quem já apostou: 58% jogam por diversão ou emoção, enquanto 29% buscam aumentar a renda, pagar contas ou recuperar perdas financeiras. Nesse segundo grupo, 56% são mulheres e 65% têm renda familiar de até dois salários mínimos, evidenciando uma relação direta entre vulnerabilidade financeira e o uso das apostas como alternativa econômica.
Quanto às modalidades, o cassino online lidera as preferências, com 58,1% dos apostadores da região escolhendo jogos como Tigrinho e Dragão. As apostas em resultados esportivos representam menos de 1% das preferências, revelando uma concentração maior em jogos de azar virtuais. Além disso, 61,3% dos participantes já apostaram dinheiro real, enquanto 38,7% jogaram sem apostar valores financeiros.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
Frequência de apostas e impacto financeiro
Os apostadores da região demonstram frequência variável: 54,8% jogam algumas vezes por mês, e 61,3% começaram a apostar há menos de seis meses. A maioria, 67,7%, gasta até R$ 50 mensais com apostas, o que indica um gasto moderado, mas que pode se acumular, especialmente para quem já está endividado.
O levantamento também revela que 9,7% dos que apostam admitiram que, nos últimos 12 meses, deixaram de pagar contas ou recorreram a empréstimos, cheque especial ou cartão de crédito para financiar o hábito de apostar. Essa relação direta entre apostas e dificuldades financeiras reforça o risco desses jogos para quem já enfrenta problemas econômicos.
Endividamento e uso de recursos extras
Entre todos os entrevistados, 32,5% estão negativados e 32,9% possuem dívidas em processo de pagamento. Além disso, 43,9% estimam dever mais de R$ 5 mil. Quando questionados sobre o destino de um eventual dinheiro extra obtido com apostas, 63,6% afirmaram que usariam para quitar dívidas, percentual que sobe para 75,3% entre os negativados.
Esses dados evidenciam que as apostas surgem como uma tentativa de solução financeira, embora possam agravar o endividamento. A pesquisa ressalta o desafio de equilibrar o desejo de recuperação econômica com o risco do ciclo de dívidas gerado pelas apostas.
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Fonte: daquibahia.com.br
Metodologia da pesquisa e limitações
A Acordo Certo conduziu a pesquisa de forma online, aplicando questionários por e-mail a usuários com dívidas cadastradas na plataforma entre 31 de julho e 28 de setembro de 2026. O estudo alcançou 237 entrevistas na Macrorregião 2, com margem de erro de 6,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As perguntas sobre hábitos de apostas foram respondidas apenas por quem já jogou.
Os resultados são preliminares, pois o formulário permanece aberto. A empresa destaca limitações na amostra, que é composta exclusivamente por pessoas com dívidas, além de possíveis subnotificações na frequência e valores apostados, e o fato de a pesquisa ter sido feita apenas pela internet.
Os municípios envolvidos foram Ribeirão Preto, Franca, Barretos, Sertãozinho, Araraquara, Bebedouro e outras 15 cidades da região. O estudo oferece um olhar detalhado sobre o vínculo entre endividamento e apostas, com foco regional e impacto direto na economia local.

