Acidente trágico em Jaboticabal
Um grave acidente com um ônibus na manhã desta quarta-feira (24), em Jaboticabal, resultou na morte de duas pessoas, uma delas uma criança. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMR), o tacógrafo do veículo indicou uma velocidade de 100 km/h em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 40 km/h. Além das vítimas fatais, todos os demais ocupantes do ônibus sofreram ferimentos, incluindo os dois motoristas que estavam se revezando na condução do veículo. Até o momento, a identidade das vítimas não foi revelada.
Edvan Nunes, supervisor de operações da empresa Grandino, comentou à EPTV, afiliada da TV Globo, que existe a possibilidade de o motorista que dirigia o ônibus no momento do acidente ter enfrentado um mal súbito. “Esse trevo onde o ônibus tombou é paralelo à via. Não é uma rota da empresa. Precisamos apurar o que realmente aconteceu”, afirmou.
Detalhes do acidente
Nunes destacou que o trecho onde ocorreu o tombamento não é um caminho habitual para a empresa. O supervisor afirmou que, caso o motorista tenha de fato sofrido um mal súbito, isso poderia explicar o desvio. “Ele poderia ter colidido com a rotatória”, ponderou. Marcas no asfalto também levantaram questionamentos, pois, segundo Nunes, indicam que o veículo não tentou frear antes de tombar.
As informações fornecidas pela Polícia Rodoviária reforçam que os dois motoristas foram submetidos ao teste do bafômetro, e ambos apresentaram resultados negativos. A documentação do ônibus estava regular e, de acordo com a empresa, a manutenção do veículo estava em dia.
A Viação Grandino lamentou o ocorrido e afirmou que está prestando apoio aos passageiros e familiares. A empresa enfatizou que a segurança dos envolvidos é a prioridade no momento. “Estamos acompanhando o caso e à disposição das autoridades para fornecer todos os esclarecimentos necessários”, completou a nota da companhia.
Assistência às vítimas e repercussão do acidente
A Buser, empresa de fretamento, também expressou pesar e informou que acionou uma rede de apoio para ajudar as pessoas afetadas. “Estamos em contato com os passageiros e suas famílias, oferecendo suporte individualizado, principalmente para aqueles que permanecem hospitalizados”, comunicou a Buser.
Sobreviventes do acidente relataram o desespero e a confusão que se instalaram após o tombamento. José Carlos Martins Júnior, analista de sistemas, que estava entre os passageiros, descreveu o momento como aterrorizante. “Ninguém sabia o que fazer. Foi um verdadeiro caos”, afirmou.
O ônibus havia partido de São Paulo (SP) às 23h55 de terça-feira (23), levando 46 pessoas, entre passageiros e motoristas, com destino a Olímpia (SP). O acidente ocorreu por volta das 6h, em uma alça de acesso a Jaboticabal. Neste ponto, 38 pessoas estavam a bordo, já que alguns passageiros haviam desembarcado durante a viagem anterior.
Atendimentos e estado das vítimas
As equipes de resgate foram rapidamente mobilizadas para atender os sobreviventes, que foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jaboticabal. Conforme informações da prefeitura, cinco pessoas estão em estado grave. Dentre elas, duas foram transferidas para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), duas para o Hospital Santa Isabel em Jaboticabal e uma para a Santa Casa de Sertãozinho. Outros passageiros com ferimentos leves também receberam atendimento e permanecem em observação na UPA.
A alça de acesso onde o acidente ocorreu ficou interditada até as 10h13, mas a rodovia seguiu com fluxo normal. O ônibus já foi destombado e a situação está sendo monitorada.

