Uma nova visão sobre pesquisa e impacto social
A experiência de Maria Helena à frente do Alumni USP, programa focado nos ex-alunos da Universidade, reflete uma perspectiva inovadora sobre a relação entre pesquisa e impacto social. Coordenando a iniciativa nos últimos quatro anos, ela destaca a importância do contato contínuo com egressos: “Ali a gente consegue enxergar onde o conhecimento produzido aqui chega, como ele se transforma em soluções, políticas públicas, inovação e melhoria da qualidade de vida das pessoas”. Para a pró-reitora, essa vivência reforça a necessidade de mensurar os resultados da pesquisa e mostrar à sociedade o papel fundamental da USP na formação de profissionais em diversas áreas estratégicas.
A nova gestão da Universidade tem como foco a definição de metas e indicadores que orientem o crescimento do setor. “Precisamos saber onde queremos chegar e como avaliar se estamos avançando”, afirma Maria Helena, enfatizando a importância da clareza nos objetivos.
Mensuração do impacto social das pesquisas
Um dos grandes desafios enfrentados pela Universidade é a mensuração do impacto social causado por suas pesquisas. “Sabemos que existem resultados maravilhosos, mas ainda conhecemos pouco do impacto real das pesquisas da USP na vida das pessoas. A avaliação da pós-graduação realizada por agências como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) agora incorpora essa dimensão”, explica.
A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) visa avançar na identificação e sistematização desses impactos, tanto no campo científico quanto social, para orientar as políticas institucionais e aumentar a transparência sobre o que a pesquisa da USP pode oferecer à sociedade.
A importância da formação de novos pesquisadores
A formação de novos pesquisadores é considerada uma prioridade na estratégia da nova gestão. Programas de iniciação científica, pós-doutorado e apoio a jovens docentes são vistos como fundamentais para o desenvolvimento acadêmico. Maria Helena ressalta: “Quando o aluno entra em contato com a pesquisa desde cedo, isso transforma sua trajetória”. Essa aproximação com a pesquisa desde os primeiros anos de formação acadêmica reforça o sentimento de pertencimento, inclusão e identidade com a Universidade.
Novas lideranças na Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Durante sua gestão, Maria Helena Palucci Marziale terá ao seu lado o professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, que assume a pró-reitoria adjunta de Pesquisa. Cerri possui uma extensa formação acadêmica: é engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), mestre em Solos e Nutrição de Plantas pela mesma instituição, doutor em Ciências Ambientais pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) e pós-doutor em biogeoquímica na Colorado State University. Além disso, é professor titular da Esalq e coordenador do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon).
Na área de inovação, o professor Norberto Peporine Lopes atuará como pró-reitor adjunto. Lopes é farmacêutico, possui mestrado em Insumos Farmacêuticos e doutorado em Química pela USP, além de ter realizado um pós-doutorado em Espectrometria de Massas na Universidade de Cambridge. É professor titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), coordenador do INCTNature – Soluções e Inovações Baseadas em Produtos Naturais e fundador do Nidus, a primeira residência em inovação do País.

