Roubo inesperado em plena viagem
Na tarde de terça-feira, 13 de setembro, uma mulher residente em Ribeirão Preto vivenciou um momento angustiante em São Paulo. Durante uma viagem de férias com a família, eles foram surpreendidos por um assalto que deixou consequências financeiras devastadoras.
Em relato ao g1, a vítima, que optou por não se identificar, explicou que, no mesmo dia em que teve seu celular roubado, foram realizadas diversas transações financeiras fraudulentas, como empréstimos e compras online. Três empréstimos foram registrados em um dos bancos, totalizando valores de R$ 332,59, R$ 8 mil e R$ 28 mil, além de várias transferências para contas desconhecidas. No segundo banco, mais movimentações suspeitas foram identificadas, elevando o prejuízo total para mais de R$ 80 mil.
“Fiquei em estado de choque ao perceber os valores. Não era um gasto qualquer, mas sim empréstimos de quantias altas. Não tenho como arcar com isso,” desabafou a mulher.
Reações após o roubo
Além das transações financeiras, a vítima também se deparou com compras realizadas em aplicativos ligados ao celular roubado. “Na quarta-feira à noite, recebi uma ligação informando sobre uma entrega em meu nome. Foi quando percebi que o prejuízo era ainda maior do que imaginava,” contou.
Diante da falta de seu aparelho, a mulher teve que recorrer ao celular da filha para conseguir deixar a capital paulista e retornar a Ribeirão Preto. “Fui obrigada a utilizar o celular dela para configurar o GPS. Estava sem vidro no carro, sem celular e com as crianças muito assustadas. A situação foi extremamente estressante,” lembrou.
O conserto do vidro do carro foi feito no dia seguinte ao assalto. “Não esperei pelo seguro, mandei arrumar imediatamente. Esse foi mais um gasto que não previ,” relatou.
Como ocorreu o assalto
A mulher, que exerce a função de coordenadora em uma escola infantil, estava parada em um congestionamento na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na zona Leste de São Paulo, quando um homem se aproximou e quebrou o vidro da janela do passageiro dianteiro, onde estava sua filha mais velha. O criminoso conseguiu pegar o celular, que estava no console do carro, antes de fugir.
O aparelho, por acaso, encontrava-se desbloqueado e com um aplicativo de navegação ativo, o que facilitou o acesso às contas bancárias da mulher, resultando em uma série de transações fraudulentas. “O celular não estava à vista, mas ele conseguiu enxergar e pegou. Eu ainda tinha o carregador na mão, mas soltei, pensando nas minhas filhas. Qualquer reação poderia ter consequências piores,” refletiu.
Medidas tomadas após o incidente
A vítima registrou um boletim de ocorrência online na noite do crime, mas devido a problemas técnicos, precisou comparecer a uma delegacia no dia seguinte para efetuar o registro presencialmente. Ela já contestou todas as movimentações financeiras realizadas após o roubo e planeja entrar com uma ação judicial para recuperar o dinheiro.
“Não posso arcar com um prejuízo desse tamanho. Vou buscar a Justiça para tentar reaver esses valores, pois não fui eu quem realizou essas movimentações,” destacou.
Além do impacto financeiro, a mulher mencionou que o trauma emocional é significativo, especialmente para suas filhas. “Elas estão muito abaladas. A mais velha ainda ouve o barulho do vidro quebrando na cabeça. A menor agora tem medo de ver qualquer pessoa com celular perto do carro,” afirmou.
Apesar dos traumas, a mulher enfatizou que, de certa forma, pode-se considerar uma sorte que ninguém saiu ferido gravemente. “Sabemos que a situação poderia ter sido muito pior. O trauma permanece, mas o principal é que estamos vivas,” concluiu.

