Moradores exigem ações efetivas após atropelamento trágico
No último domingo (4), um grupo de moradores se reuniu para protestar em Ribeirão Preto (SP), após a morte de Guilherme da Silva Maia, um menino de apenas 6 anos, atropelado enquanto caminhava com sua mãe, Eliene de Santana Maia, de 33 anos, no distrito de Bonfim Paulista. A manifestação, que durou aproximadamente uma hora, aconteceu em frente a um posto de combustíveis, próximo ao local do acidente, e teve como objetivo reivindicar justiça e medidas de segurança no trânsito da região.
Os manifestantes expressaram sua indignação pela falta de respeito à vida e pela imprudência dos motoristas. “Aqui, as pessoas caminham a pé, pois nem todos têm transporte. Os carros não respeitam!”, afirmou Carla Renata Sanchez, diarista e uma das participantes do ato, enfatizando a necessidade urgente de mudanças para garantir a segurança dos pedestres.
Guilherme e sua mãe foram atingidos por um carro na última quinta-feira, 1º de janeiro, e desde então, o menino estava internado em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital das Clínicas. A confirmação de sua morte ocorreu neste domingo, gerando ainda mais revolta entre os habitantes do distrito. Por outro lado, a mãe de Guilherme também foi hospitalizada com múltiplas fraturas e ainda se recupera dos ferimentos.
Imprudência no trânsito e reclamações de moradores
O acidente foi registrado por câmeras de segurança, que capturaram o momento em que o veículo saiu da pista e colidiu com mãe e filho. Testemunhas que estavam em um posto de combustíveis relataram à polícia que tentaram alertar o motorista, mas ele fugiu em direção à cidade. O motorista, um jovem de 25 anos, se apresentou à Polícia Civil dois dias após o acidente e, ao ser interrogado, alegou que não havia consumido álcool e que a distração com o sistema multimídia do carro o levou a não perceber que havia atingido alguém.
Com o avanço dos bairros em Bonfim Paulista, a estrutura viária atual se mostra inadequada para o fluxo de pedestres e veículos. Moradores, como Bruna Cassiano, que leva seu filho à escola a pé, destacam a necessidade de um local seguro para atravessar as ruas. “Uma passagem elevada seria ideal para as crianças”, sugeriu.
O advogado especializado em trânsito, Rodrigo Paschoaloto, ressaltou a inadequação da rodovia José Fregonezi, que passa por áreas urbanas, argumentando que isso exige intervenções que vão além da simples sinalização. “É fundamental garantir que pedestres não tenham que atravessar em áreas de alta velocidade”, alertou.
Segurança viária: a urgência de soluções
Luiz Cesar Gomes da Silva, fiscal de patrimônio em um shopping e morador da região, corroborou as reclamações sobre a segurança no trânsito. Ele observou que os pedestres frequentemente enfrentam riscos ao esperar por longos períodos para atravessar a pista. “Uma melhor sinalização e fiscalização poderiam evitar tragédias como essa”, defendeu.
Outro morador, Nathan Rafael, destacou a presença de veículos grandes, como caminhões, e a iluminação deficiente durante a noite, que aumentam ainda mais o perigo para quem transita a pé. “Atravessar a rua é sempre arriscado, e a situação só piora à noite”, lamentou.
Com a tragédia de Guilherme ainda fresca na memória de todos, a comunidade de Bonfim Paulista clama por mudanças efetivas para que outras vidas não sejam perdidas em situações semelhantes. A pressão sobre as autoridades locais é crescente, refletindo um desejo de segurança e respeito nas ruas.

