Investimentos em escritórios impulsionam o mercado imobiliário em São Paulo
São Paulo está à beira de um novo ciclo de construção de escritórios, impulsionado pela demanda crescente e pela valorização da região. Empreendedores já movimentam o mercado para lançar novos prédios em áreas estratégicas da cidade. As incorporadoras Lucio e Bolsa de Imóveis investem em dois empreendimentos com previsão de entrega para 2028. Um deles contará com 17 pavimentos e 15 mil m², localizado na esquina da Rua Jerônimo da Veiga com a Rua Iguatemi; o outro terá cinco pavimentos e 26 mil m², na esquina da Rua Chilon com a Avenida Faria Lima.
Grandes projetos corporativos reforçam o potencial da região
Além dessas construções, o Campus JK, nova sede do Santander, está em desenvolvimento na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, com entrega prevista para 2028. O projeto contempla três torres corporativas interligadas, somando 40 mil m² distribuídos em seis pavimentos de escritórios, desenhados sob medida para as necessidades da empresa.
O presidente da CBRE destaca que a valorização dos aluguéis pode atrair ainda mais investimentos para novos projetos imobiliários, desde que haja estabilidade macroeconômica e queda nos juros. A expectativa é que o mercado siga aquecido, especialmente se a tendência de alta dos valores se confirmar nos próximos trimestres.
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Demanda firme e queda na vacância indicam retomada consistente
No primeiro semestre, as locações de escritórios na capital paulista somaram 180 mil m², praticamente igualando o recorde de 187 mil m² registrado no mesmo período do ano anterior. A redução do home office tem impulsionado essa busca por espaços corporativos, principalmente entre grandes empresas que necessitam de áreas extensas para acomodar suas operações.
Exemplos recentes incluem a locação das duas torres do Complexo Esther Towers pelo Itaú Unibanco, totalizando 91,4 mil m²; além das operações do Nubank, com 50 mil m² no Cyrela Corporate e Capote 210, e da Bayer, que contratou 16 mil m² no bairro Alto das Nações. Como consequência, a taxa de vacância na cidade caiu para 15,1%, bem abaixo do pico de 22% registrado durante a pandemia. Nos edifícios de padrão triplo A, essa taxa é ainda menor, atingindo apenas 9,8%.
Demanda supera oferta, gerando escassez de espaços para locação
O pipeline de novos escritórios com entrega prevista para 2027 soma 206 mil m², mas 29% dessa área já está pré-locada, com contratos assinados antes mesmo da conclusão das obras. A CBRE ainda negocia a comercialização de mais 26 mil m², o que pode elevar a pré-locação para 42% do total. A combinação de poucas entregas no próximo ano e a crescente volta das empresas aos escritórios tem provocado uma escassez de espaços disponíveis no mercado.
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Esse cenário indica que o setor imobiliário corporativo em São Paulo vive um momento de recuperação sólida, com impacto direto em investimentos, geração de empregos e oferta de espaços modernos para as empresas. A tendência é que a valorização dos aluguéis e a demanda crescente mantenham o ritmo acelerado de novos empreendimentos na cidade.

