Atividades para Conscientização Sobre a Qualidade do Sono
De 13 a 19 de março, a Semana do Sono será promovida em todo o Brasil, com destaque para as ações que ocorrerão em Joinville. O evento, que tem como objetivo ressaltar a relevância de um sono de qualidade para a saúde física, mental e social, é coordenado pela Academia Brasileira do Sono (Absono), em parceria com a Prefeitura de Joinville e outras entidades locais.
Com a temática “Durma bem, viva melhor”, a programação conta com diversas iniciativas que visam educar a população sobre os benefícios de uma boa noite de sono. A neurologista Renata Barbosa Hagemann, que atua como coordenadora da programação em Joinville, destaca: “O objetivo da Semana do Sono é conscientizar a população de que dormir bem é mais do que descanso, também é prevenção”.
No dia 16 de março, às 18h, o Hospital Municipal São José receberá uma palestra da enfermeira Luisa Helena Jordan, especialista em qualidade do sono. Durante o evento, Luisa abordará com pacientes e profissionais de saúde maneiras de melhorar a qualidade do sono no dia a dia.
Na quinta-feira, 19 de março, a programação se estenderá a Vila da Saúde Ulysses Guimarães, onde profissionais de saúde de Joinville promoverão uma manhã dedicada à conscientização sobre a importância do sono. A atividade incluirá orientações para a comunidade e a distribuição de cartilhas educativas. Além disso, será realizada uma mesa redonda intitulada “Como melhorar a qualidade do sono nos dias atuais”, com a participação de especialistas de diferentes áreas. A participação é aberta a todos os interessados.
Impactos da Má Qualidade do Sono na Saúde
A Semana do Sono também se estende a escolas e empresas, refletindo a preocupação com a saúde da população. A programação completa pode ser acessada no site do evento (semanadosono.absono.com.br).
Estudos recentes apontam que a má qualidade do sono está diretamente relacionada a uma série de problemas de saúde, incluindo o comprometimento do sistema imunológico, alterações na concentração, variações de humor e riscos acrescidos de doenças cardiovasculares e diabetes. Conforme uma pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 20,2% dos adultos no Brasil dormem menos de seis horas por noite, um tempo inferior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
Para Renata Barbosa Hagemann, a quantidade de sono necessária pode variar entre indivíduos. “É essencial que cada um se conheça, respeitando suas limitações e necessidades específicas de descanso ao longo da vida”, ressalta a especialista.
A enfermeira Luisa Helena Jordan também alerta para sinais que podem indicar dificuldades de sono, como sonolência diurna, mudanças no humor, dores de cabeça ao acordar, e comportamentos anormais durante o sono, como roncos ou apneia. “Um sono de má qualidade pode impactar negativamente não apenas a saúde física, mas também a vida social e o desempenho no trabalho. Por isso, é crucial buscar ajuda médica ao perceber esses sintomas,” conclui Luisa.

