Desdobramentos da Investigação
A Polícia Civil de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, descartou a versão apresentada pelo empresário Ronan Franco Muniz, de 44 anos, que afirmou ter sido sequestrado por engano. O delegado responsável pelo caso, Fernando Bravo, afirmou que as investigações continuam apontando para a possibilidade de um sequestro real, e não uma farsa. ‘O nervosismo e o medo gerados pelas circunstâncias podem levar a confusões, mas a narrativa trazida por ele não se sustenta’, explicou, enfatizando que a principal linha de apuração segue a de um sequestro efetivo.
A declaração do delegado veio à tona após uma operação realizada na última sexta-feira, que visou prender suspeitos envolvidos no crime. A ação também resultou na apreensão de material relevante para a investigação, incluindo celulares, embora as armas utilizadas no sequestro não tenham sido encontradas.
Operação “Rastro Final”
Durante a operação, nomeada como “Rastro Final”, os agentes cumpriram seis mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Ribeirão Preto, Guarujá e a capital paulista. Quatro indivíduos foram detidos: Angelino Xavier dos Santos Júnior, Alan Oliveira dos Santos Lima, Diego da Silva França e Gabriel Ferreira. Outros dois suspeitos, Pablo Gonçalves de Araújo e Ricardo Luís Sousa dos Santos, estão foragidos.
Os investigadores conseguiram identificar os suspeitos através da coleta de digitais encontradas no local onde Muniz foi mantido em cativeiro, na zona rural de Ribeirão Preto. O aluguel do imóvel foi realizado por um dos detidos, que colaborou com a execução do crime. ‘Outras pessoas já foram identificadas e continuam sendo investigadas’, acrescentou Bravo.
Detalhes do Sequestro
O sequestro de Ronan Franco Muniz ocorreu no dia 9 de outubro, por volta das 19h, enquanto ele estacionava seu veículo na Rua Cláudio Scodro, no bairro Bosque das Juritis. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que duas caminhonetes bloquearam a passagem do empresário, permitindo que quatro homens o retirassem à força de seu carro.
Uma moradora do condomínio próximo atuou rapidamente, acionando a síndica, que por sua vez, chamou a polícia. As caminhonetes usadas pelos sequestradores foram localizadas abandonadas em áreas rurais de São Simão e Luiz Antônio, cidades próximas a Ribeirão Preto.
No dia 11, a Polícia Civil conseguiu identificar uma chácara que serviu como cativeiro. Enquanto as equipes investigavam o local, o advogado de Muniz entrou em contato informando que ele havia sido libertado. No entanto, a libertação foi marcada por violência e ameaças, com o empresário sendo mantido em condições adversas até ser solto. Durante o sequestro, a única pertença retirada pelos criminosos foi um celular do empresário.
Estado da Vítima
Após ser resgatado, Ronan Franco Muniz apresentou sinais de estresse, mas não havia ferimentos físicos visíveis. O delegado Fernando Bravo comentou sobre o estado emocional do empresário: ‘Ele estava claramente abalado psicologicamente, mas felizmente sem lesões.’ As investigações prosseguem para assegurar que todos os envolvidos no sequestro sejam responsabilizados.
Este caso traz à tona a preocupação com a segurança e a criminalidade em áreas urbanas e rurais, levantando discussões sobre as estratégias de policiamento e prevenção a crimes dessa natureza na região. O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, estão buscando informações sobre a defesa dos acusados, que podem enfrentar sérias consequências legais, incluindo acusações de sequestro, cárcere privado e associação criminosa.
Conclusão
O desenrolar das investigações sobre o sequestro de Ronan Franco Muniz ressalta a importância da atuação da Polícia Civil no combate ao crime organizado. Com a prisão dos suspeitos e a continuidade das apurações, espera-se que a verdade sobre os eventos se esclareça e que a justiça seja feita.

