Setor Sucroenergético em Destaque
O setor sucroenergético se destacou como o principal protagonista nas exportações do agronegócio paulista em 2025, alcançando uma participação de 31% e somando impressionantes US$ 8,95 bilhões em vendas externas. Deste montante, 93% correspondem às exportações de açúcar, enquanto o etanol respondeu por 7% do total, refletindo a força e a relevância desse segmento na economia do estado.
Apesar dos desafios enfrentados, incluindo o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos no segundo semestre do ano, o agronegócio paulista registrou um superávit notável de US$ 23,09 bilhões. As exportações totais do setor alcançaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,73 bilhões, demonstrando a robustez do setor sucroenergético.
De acordo com os dados coletados pela Diretoria de Pesquisa do Agronegócio (APTA), que faz parte da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, as importações do setor sucroenergético representaram apenas 6,6% do total das importações estaduais, evidenciando o forte desempenho das vendas externas.
“As exportações de 2025 registraram o segundo maior resultado de toda a série histórica. São números bastante expressivos, que geram desenvolvimento, empregos e fortalecem a economia do estado”, destaca Carlos Nabil Ghobril, diretor da APTA, ressaltando a importância do setor para o crescimento econômico paulista.
Outros Setores em Ascensão
Além do setor sucroenergético, o ranking das exportações do agronegócio paulista também contou com outras categorias relevantes. O setor de carnes, por exemplo, respondeu por 15,4% das exportações, com um total de US$ 4,43 bilhões, sendo a carne bovina o principal item dessa categoria, representando 85% das vendas. Este resultado destaca a relevância da indústria de carnes como um pilar importante nas exportações paulistas.
Os sucos também se destacaram, representando 10,4% das exportações com US$ 2,98 bilhões, quase totalmente concentrados no suco de laranja, que corresponde a 97,9% do total. Este forte desempenho sinaliza a alta demanda por produtos naturais e saudáveis tanto no mercado interno quanto externo.
Por fim, os produtos florestais, que totalizaram US$ 2,97 bilhões, correspondendo a 10,3% das exportações, tiveram destaque principalmente na celulose, que representou 55,8% das vendas, e no papel, que respondeu por 35,5%. Esses números reafirmam a diversidade e a competitividade do agronegócio paulista em várias frentes.

