Manifestação em Pontal: Insatisfação entre Funcionários da Usina Carolo
Em Pontal, São Paulo, funcionários da Usina Carolo estão em estado de alerta devido à falta de pagamento de benefícios essenciais, como vale-alimentação e plano de saúde. De acordo com os colaboradores, a situação se arrasta há pelo menos três meses sem solução. Na manhã desta sexta-feira (6), cerca de 50 trabalhadores se reuniram em frente à usina para protestar contra essa irregularidade.
Caminhões da própria usina foram utilizados para bloquear a entrada de pessoas, demonstrando a insatisfação e a urgência da reivindicação. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, José da Silva, vice-presidente do Sindicato da Alimentação de Sertãozinho, destacou que a situação é ainda mais grave, pois além dos benefícios atrasados, a usina também deixou de pagar o FGTS e o 13º salário.
“Aqui estamos por causa da falta de pagamento. O Fundo de Garantia, o 13º, e tudo que você imaginar não está sendo pago. Principalmente os benefícios que estão atrasados, como o vale, que representa 40% do valor, e a cesta básica, que deveria ser entregue em forma de ticket alimentação”, afirmou José da Silva, ressaltando a gravidade da situação que afeta diretamente a vida dos trabalhadores.
Wilson Lucas Duarte de Oliveira, eletricista da usina, acrescentou que embora o convênio médico esteja sendo descontado da folha de pagamento, esse valor não está sendo repassado. “Houve dois meses de descontos do convênio médico e não foi repassado. Além disso, relatos de funcionários que tiveram pensão descontada também não foram atendidos. O nosso FGTS já acumula um ano e dois meses sem depósito. Estamos reivindicando isso, pois a situação é difícil; as contas continuam chegando e as pendências só aumentam”, lamentou.
Recentemente, a Usina Carolo já havia enfrentado problemas legais. Em novembro do ano passado, a empresa foi alvo de uma ação judicial para a reintegração de posse de máquinas agrícolas avaliadas em mais de R$ 50 milhões. A reclamação foi feita por uma empresa de locação de equipamentos que alegou que os pagamentos de aluguel estavam em atraso desde maio do mesmo ano. Além disso, a usina está sob investigação por suspeitas de envolvimento em fraudes no setor de combustíveis, ligadas ao crime organizado.
Nos próximos dias, a expectativa é que novos desdobramentos aconteçam, à medida que os trabalhadores continuam a pressionar por seus direitos e pela regularização dos pagamentos que, segundo eles, são fundamentais para a sobrevivência de suas famílias. A situação na Usina Carolo reflete um problema maior enfrentado por trabalhadores em todo o Brasil, onde questões relacionadas à irregularidade de pagamentos e proteção dos direitos trabalhistas continuam a ser uma luta diária.

