A Mobilização Nacional pelo ‘Acorda Brasil’
No último domingo, 1º de março, o Brasil presenciou uma série de manifestações sob o tema ‘Acorda Brasil’, convocadas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Os atos ocorreram em diversas cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto e Florianópolis. O evento em São Paulo, na Avenida Paulista, atraiu cerca de 20,4 mil pessoas, conforme estimativas divulgadas após o ato. Essa contagem, que possui uma margem de erro de 12%, sugere que no seu horário de pico, às 15h53, o público poderia variar entre 18 mil e 22,9 mil participantes.
A avaliação do público foi realizada pelo Monitor do Debate Político da USP (Universidade de São Paulo) e pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), em conjunto com a organização More in Common. O Estadão Conteúdo reportou que a contagem se baseou em imagens aéreas capturadas em cinco momentos, utilizando um software chamado Point to Point Network (P2PNet), que faz uso de inteligência artificial para calcular automaticamente o número de pessoas nas fotografias obtidas por drones.
Participação no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a manifestação em Copacabana atraiu aproximadamente 4,7 mil pessoas, tendo também uma margem de erro de 12%. Isso significa que, no momento de maior concentração, às 11h20, o número de participantes poderia variar entre 4,1 mil e 5,3 mil. A metodologia de contagem utilizada foi semelhante à aplicada em São Paulo, com imagens aéreas em diferentes horários, permitindo uma estimativa precisa do público presente.
Flávio Bolsonaro e a Segurança Pessoal
Dentre as figuras proeminentes no ato da Avenida Paulista, estava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que usou um colete à prova de balas por baixo de sua vestimenta, uma medida adotada com base na orientação de sua equipe de segurança. O uso do colete é uma referência ao atentado que seu pai, Jair Bolsonaro, sofreu durante a campanha presidencial de 2018 em Juiz de Fora (MG). Flávio esteve a maior parte do tempo em cima do trio elétrico, mantendo uma distância segura do público.
Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro criticou o que chamou de “perseguição política” do governo atual, mencionando bloqueios de redes sociais e prisões associadas a investigações. Ele reafirmou que seu grupo não recuaria diante das adversidades e defendeu a ideia de impeachment dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), alegando que a falta de apoio no Senado impediu que essa proposta avançasse.
Flávio Bolsonaro e as Eleições de 2026
Embora muitos especulem sobre suas intenções eleitorais, Flávio negou que a manifestação tenha caráter eleitoral. Para corroborar essa afirmação, ele destacou que compartilhou o trio elétrico com outros possíveis candidatos à presidência em 2026, como os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO). Segundo Flávio, o verdadeiro propósito da mobilização foi discutir o que seria “melhor para o país”, ao invés de apenas buscar votos. Essa manifestação evidenciou a mobilização de apoiadores de Bolsonaro e a insatisfação com o governo atual.

