Postos fechados durante operação da Secretaria da Fazenda
A Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo lacrou dois postos de combustíveis em Ribeirão Preto durante uma operação na última quinta-feira (20). A ação também atingiu um estabelecimento em Franca, todos suspeitos de envolvimento com o PCC. Em Ribeirão Preto, os postos afetados foram o Auto Posto Estrela de Madri, localizado na avenida Saudade, 567, e o Auto Posto Marechal Costa e Silva, na rua Capitão Salomão, 361. Em Franca, o alvo foi o Posto Terrana, situado na Avenida Miguel Alves de Melo França.
Proprietário investigado por lavagem de dinheiro e sonegação
Os postos pertencem a Pedro Furtado Gouveia Neto, investigado pela Operação Carbono Oculto por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Durante a fiscalização, as bombas de combustível foram lacradas e as máquinas de cartão recolhidas. Pedro é sócio da GGX Global, empresa que a Justiça de São Paulo relaciona ao grupo liderado por Mohamad Hussein Mourad, principal suspeito do esquema de lavagem de dinheiro. A defesa do empresário não foi localizada para comentar o caso.
Denúncia da ANP e irregularidades encontradas
A ação foi motivada por uma denúncia da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A fiscalização constatou que um dos postos atuava sem autorização há anos e utilizava máquinas de cartão registradas em CNPJs diferentes dos estabelecimentos, conforme informações da EPTV.
Posicionamento do Grupo GGX sobre a operação
Em nota oficial, o Grupo GGX esclareceu que Pedro Furtado Gouveia Neto se afastou da administração dos postos em 8 de junho de 2026, devido a políticas internas de compliance e governança. O grupo afirma que as interdições decorrem de questões documentais e cadastrais, que estão sendo contestadas judicialmente. O Grupo GGX negou qualquer ligação com organizações criminosas e repudiou associações infundadas que prejudicam a imagem da empresa e de seus colaboradores.
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A nota também destaca que as atividades do grupo geram cerca de 1.600 empregos e movimentam uma ampla cadeia de fornecedores e prestadores de serviço. A paralisação dos postos pode afetar não apenas os interesses empresariais, mas também centenas de famílias e a economia das regiões onde atuam. O Grupo alertou para o risco de concentração no mercado de combustíveis devido à redução de agentes econômicos.
O Grupo GGX afirmou que continuará utilizando todas as medidas legais para comprovar a regularidade de suas operações, buscar o retorno das atividades e preservar empregos e negócios. Reafirma ainda que não possui vínculos com facções criminosas e está à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Operação da Polícia Civil contra quadrilha que causou prejuízo bilionário
Na mesma data, uma operação da Polícia Civil atingiu suspeitos de um esquema que gerou um prejuízo de R$ 50 milhões ao Banco do Brasil. Foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em 14 cidades, incluindo Ribeirão Preto, em São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Santa Catarina. A ação é da Delegacia de Polícia da Divisão de Crimes Cibernéticos (3ª DCCiber) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
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Em Ribeirão Preto, os mandados foram cumpridos nas cidades de Ribeirão Preto e Serrana, onde dois investigados foram localizados e aparelhos celulares apreendidos para análise. As investigações apontam o uso indevido das credenciais de acesso de dois funcionários do banco, que também são investigados.
Investigação detalha esquema de desvio e lavagem de dinheiro
O dinheiro desviado foi distribuído em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento, mas a análise financeira permitiu mapear o percurso dos recursos e identificar outros envolvidos. A Polícia Civil solicitou medidas cautelares, incluindo prisões temporárias dos suspeitos. A operação busca novos elementos para esclarecer o papel de cada investigado e aprofundar o rastreamento dos valores desviados.
Equipes de Ribeirão Preto, Bauru, além de policiais de outros estados, participam da ação que permanece em andamento. A operação reforça o combate a fraudes e crimes financeiros que impactam diretamente a economia local e nacional.

