Bancários de Ribeirão Preto entram em greve por reajuste salarial
Os bancários de Ribeirão Preto e região paralisam as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20), incluindo todas as agências da cidade. A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região na última segunda-feira (17), após rejeição da proposta de reajuste salarial apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
Com 86,63% dos votos favoráveis, a categoria optou pela greve como forma de pressionar por condições melhores. O sindicato destaca que o resultado acompanha o sentimento manifestado por bancários em assembleias de outras regiões do país, demonstrando uma insatisfação generalizada com a proposta atual.
Propostas rejeitadas e reivindicações da categoria
A oferta da Fenaban foi considerada “inaceitável” pelos trabalhadores, principalmente por fragmentar o reajuste em três faixas e manter congelado o piso salarial de ingresso. Os bancários defendem um aumento real acima da inflação, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e reajustes nos auxílios alimentação e refeição.
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Ronaldo Silvino, presidente do Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região, afirma que a proposta dos bancos não reflete a realidade financeira do setor. A próxima rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban está marcada para segunda-feira (24), buscando um acordo que contemple as demandas da categoria.
Impactos da paralisação e contexto econômico local
A greve afeta diretamente o funcionamento dos bancos na cidade, causando transtornos para clientes e movimentando a economia local. A interrupção dos serviços pode influenciar prazos de pagamentos, movimentações financeiras e o cotidiano de comerciantes e consumidores.
Além disso, o momento de instabilidade no setor financeiro reforça a importância de negociações justas que considerem tanto a saúde econômica dos bancos quanto as condições de trabalho dos funcionários, que são essenciais para o atendimento e funcionamento do sistema bancário.
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Pesquisa revela prejuízos de quase 70% dos comerciantes após temporal em Ribeirão Preto
Em outro cenário que impacta a economia local, uma pesquisa da Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto) revelou que 69,7% das empresas da cidade sofreram prejuízos financeiros com o temporal ocorrido em 24 de julho. O levantamento, realizado com 178 empresas, aponta que 41,6% tiveram perdas de até R$ 10 mil, enquanto 7,3% registraram prejuízos superiores a R$ 50 mil.
O temporal resultou em interrupção das atividades para 76,4% dos negócios, sendo que mais da metade ficou sem operar por pelo menos um dia. Problemas como falta de energia elétrica (79,2%) e perda de conexão à internet (84,8%) dificultaram a retomada das operações. Além disso, 42,7% das empresas não possuem seguro para cobrir os danos.
Danos estruturais, destelhamento, equipamentos queimados e impossibilidade de acesso aos estabelecimentos foram algumas das consequências apontadas pelos comerciantes. A presidente da Acirp, Sandra Brandani Picinato, alerta para a possibilidade de novas ocorrências com a chegada do Super El Niño, reforçando a necessidade de estratégias para evitar paralisações futuras na cidade.

