Sur Vermut destaca a riqueza do vermute na cena cultural paulistana
O vermute, que ganhou espaço no Brasil principalmente através da coquetelaria, revela um universo além dos drinques tradicionais. Alvaro Aniano, bartender, sommelier e sócio da uruguaia Vermut Flores, destaca o Rabo de Galo como um exemplo de drinque que ajudou a consolidar a bebida no país, embora o consumo do vermute puro ainda seja pouco comum. Para mostrar essa faceta mais autêntica da bebida, o Sur Vermut chega a São Paulo com uma proposta que vai além do balcão.
Encontro com diversidade latino-americana e foco na cultura do aperitivo
Marcada para 20 de setembro, a terceira edição do Sur Vermut acontece no HiFi Community, na Vila Leopoldina, reunindo 13 marcas de diferentes países da América Latina como Argentina, Bolívia, Brasil, México, Paraguai, Peru e Uruguai. As duas primeiras edições foram realizadas em Montevidéu em 2024 e 2025 pela Vermut Flores. Agora, a edição brasileira é organizada em parceria com a San Basile Destilaria.
Para Aniano, o vermute está diretamente ligado ao hábito do aperitivo, momento dedicado ao convívio e à conversa antes das refeições. “No Uruguai, nossos avós sempre tomaram vermute”, comenta, reforçando a tradição que a bebida carrega no continente.
Marcas brasileiras apresentam vermutes com ingredientes regionais e botânicos
No Brasil, o vermute ainda se mantém fortemente ligado à coquetelaria e aos bares. Durante o evento, visitantes terão a chance de degustar diretamente nas bancadas dos produtores, além de conhecer a seleção de vinhos, ervas, raízes, flores, frutas e especiarias que compõem cada rótulo.
Entre as representantes brasileiras, a Companhia dos Fermentados, de São Paulo, aposta em bases fermentadas de caju, jabuticaba, mel e cerveja, com rótulos que incorporam café e botânicos típicos do país. A Gargalo, de Curitiba, traz um rosado com cataia, catuaba, guaco e erva-mate tostada, além de lançar um tinto com pixuri, favas de aridã, sassafrás, erva-mate verde e folhas de graviola.
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A La Finca, criada em Paraty em 2022, apresenta o Mata Atlântica, um vermute tinto que utiliza botânicos da região como noz-moscada e pacová, além do clássico Rosso. Já a San Basile, parceira na organização, participa com o Rosso de perfil italiano, os brancos Dry e Extra Dry e o Merlot Quinado, um vinho fortificado com quinino.
Marcas internacionais reforçam a diversidade do Sur Vermut
Outras marcas como a Suspírito, de Flores da Cunha (RS), destacam-se pelo uso de uvas locais como Trebbiano, Chardonnay e Riesling, combinadas a 32 botânicos que vão desde cereja e figo turco até limão-siciliano e tâmara. A Tero, originada em Botafogo (RJ), oferece quatro versões: Branco, Tinto, Laranja e Rosé, todas baseadas em uma receita caseira.
A Argentina marca presença com a La Fuerza, que utiliza Malbec no Rosso e Torrontés no Blanco, além dos botânicos andinos em rótulos como Primavera en los Andes e La Fuerza Sideral. Esses vinhos chegam ao Brasil pela distribuidora La Pastina.
Do Uruguai, a Flores apresenta versões Rojo e Rosado elaboradas com Tannat, além de um branco à base de Albariño, com botânicos como lúpulo, rosa e flor de sabugueiro, importada pela Berkmann.
A Avelino, do Peru, produz pequenos lotes com ingredientes colhidos em diversas regiões. Seus vermutes incluem o Rojo, feito com vinho de uva Itália; o Rosa, que usa Quebranta, variedade típica para pisco; e o Reserva, envelhecido em barris de carvalho francês de primeiro uso.
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O Paraguai está representado pela La Vermuteria, que une bar, restaurante, música e produção artesanal em Assunção. Seus quatro rótulos destacam-se por combinações como erva-mate e erva-cidreira no Guarani, maçã e cereja no Afrutado, maracujá no Cítrico e baunilha com chocolate no Cacau.
O México traz a Stravatto e a VDC. A primeira produz o Bianco e o Classico Rosso com Chenin Blanc, além do Rosso Dry, que combina Merlot, Cabernet Sauvignon e mais de 20 botânicos. A VDC, nascida de experimentos caseiros e presente no bar Carmel na Cidade do México, aposta no Malbec da região de Querétaro com 21 botânicos.
Encerrando a lista, a boliviana Yerbasanta apresenta o Blanco Andino, que mistura Moscatel de Alexandria com ervas das montanhas, e o Rosso Amazónico, que equilibra o amargor da losna e carqueja com frutas como cupuaçu e abacaxi.
Como participar do Sur Vermut em São Paulo
Com entrada a R$ 50, o ingresso do Sur Vermut inclui um copo oficial, degustação livre nas bancadas e acesso a oficinas, aulas práticas e palestras sobre a bebida. A programação conta ainda com DJs e um cardápio especial de coquetéis, comidas e petiscos disponíveis para venda no HiFi Community.
O evento acontece no dia 20 de setembro de 2026, a partir das 12h30, na Rua Mergenthaler, 1177, Vila Leopoldina, São Paulo, oferecendo uma oportunidade para o público conhecer mais sobre a cultura do vermute e sua diversidade na América Latina.

